Próximo passo do IPO de seguros da Caixa é contratar bancos

Caixa Econômica Federal está a procura dos bancos que deverão estruturar a operação de abertura de capital de sua seguradora

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

24 de abril de 2015 | 11h38

O próximo passo da Caixa Econômica Federal para dar sequência à abertura de capital da sua seguradora é contratar o grupo de bancos que deve estruturar a operação, segundo a presidente do banco, Miriam Belchior. Ela não disse, porém, quais serão os participantes nem quando serão convocados.

"O próximo passo é contratar o sindicato de bancos e eu não posso falar mais nada a respeito por conta das regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", disse Miriam, após discursar na abertura do Feirão da Casa Própria, em São Paulo.

As apresentações dos bancos de investimento terminaram na última segunda-feira. A Caixa recebeu, conforme antecipado pela Agência Estado na semana passada, propostas de 16 instituições com sugestões para a estruturação da sua holding de seguros e consequente abertura de capital.

Além dos bancos locais como Itaú BBA, BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco BBI e Brasil Plural, também enviaram propostas os internacionais Deutsche Bank, JPMorgan, Bank of America Merrill Lynch (BofA), HSBC, Morgan Stanley, Santander, Credit Suisse, Goldman Sachs, Citibank, UBS e Barclays. Os nomes foram confirmados pela Caixa ao Broadcast - serviço em tempo real da Agência Estado.

Valor do IPO. A Caixa ainda não passou aos bancos o valor de mercado de sua seguradora. Entretanto, estudos preliminares feitos pelo banco apontam, considerando todas as empresas sob o guarda-chuva da Caixa Seguros, que o montante estaria entre R$ 40 bilhões e R$ 70 bilhões. O valor de mercado estimado pela Caixa para a holding de seguros se aproxima do atual da BB Seguridade, em torno de R$ 70 bilhões. Desde que abriu capital, há exatos dois anos, a holding de seguros do Banco do Brasil dobrou de valor. Na ocasião, a BB Seguridade levantou cerca de R$ 11,5 bilhões por uma fatia de 33,75% e suas ações foram precificadas a R$ 17,00, centro do intervalo proposto de R$ 15,00 a R$ 18,00.

A Caixa Seguros é controlada pela francesa CNP Assurances, que detém 50,75% das ações, e pagou US$ 538 milhões pela participação em 2011 num acordo de 20 anos. De acordo com uma fonte, a sócia majoritária já foi procurada sobre o IPO, mas para uma conversa superficial. A expectativa é que as conversas se aprofundem agora. Para que a reestruturação e IPO da seguradora sigam adiante, os franceses precisam concordar.

Sob a holding da Caixa Seguridade, estariam, conforme fontes, a Caixa Seguros que atua em seguros, previdência, consórcio, capitalização e saúde; a Pan Seguros e sua corretora (ambas do ex-Panamericano e que foram adquiridas pela Caixa e pelo BTG Pactual); a Par Corretora, que tentou emplacar um IPO, mas desistiu; A Previsul, especializada em seguro de vida; e a Tempo Dental, com foco em planos odontológicos. No ano passado, somente a Caixa Seguros registrou lucro líquido de quase R$ 1,7 bilhão, e R$ 9,6 bilhões em prêmios. No período, a rentabilidade sobre o patrimônio ficou em 35,9%. 

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