Qualcomm fará chip para 4G nacional

A Qualcomm vai desenvolver chips para smartphones de quarta geração (4G) que operem em todas as faixas de frequência estudadas pelo governo brasileiro para essa tecnologia. Enquanto na maior parte do mundo os dados em 4G trafegam em 700 mega-hertz (MHz), o Brasil licitou a faixa de 2,5 giga-hertz (GHz) para a quarta geração.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

22 de agosto de 2012 | 10h57

O anúncio foi feito na terça-feira pelo presidente global da companhia norte-americana, Paul Jacobs, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A intenção é dar uma escala mundial a chips que operem nas frequências brasileiras, o que baratearia a produção de smartphones, tablets e modems no País.

Segundo Paulo Bernardo, a Anatel está desenvolvendo estudos na faixa de 700 MHz que devem estar concluídos até o fim do ano. Atualmente, essa faixa é usada no Brasil para transmissão da TV analógica, cujo fim está previsto para 2016, mas pode ser antecipado em algumas regiões, que já migram para o formato digital. Outra faixa que poderia ser aproveitada para o 4G é de 450 MHz, que já foi leiloada pelo governo para a implantação da internet móvel rural. Em ambas as tecnologias, a vantagem é a necessidade de instalação de um número menor de torres devido ao maior alcance dessas frequências.

A Qualcomm está construindo um centro de pesquisa e desenvolvimento em São Paulo que deve começar a tocar os primeiros projetos no início de 2013. ?Estamos contratando, por enquanto, menos de 100 pessoas, mas o mais importante é o valor multiplicativo do projeto. Não somos fabricantes, mas geradores de tecnologias?, disse Jacobs. Segundo ele, a CCE foi a primeira companhia nacional a firmar acordo com a Qualcomm e em breve outras devem ser anunciadas. O executivo destacou parcerias semelhantes da Qualcomm na Coreia do Sul e na China que ajudaram a alavancar a indústria de dispositivos móveis nesses países. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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