Quantidade global de títulos com rating AAA diminui mais de 60%, diz FT

A expulsão dos EUA, Reino Unido e França do clube dos 'nove AAA' levou à contração do estoque de bônus governamentais considerados mais seguro pela Fitch, Moody's e S&P

Lucas Hirata, da Agência Estado,

27 de março de 2013 | 09h56

SÃO PAULO - A quantidade global de títulos de governos com rating AAA das três principais agências de rating encolheu mais de 60% desde que a crise financeira provocou uma onda de rebaixamentos nas economias avançadas, segundo o Financial Times.

Segundo o FT, a expulsão dos EUA, Reino Unido e França do clube dos "nove AAA" levou à contração do estoque de bônus governamentais considerados como os mais seguro pela Fitch, Moody's e Standard & Poor's. No início de 2007, eram quase US$ 11 trilhões dos papéis governamentais com tal rating, número que caiu para apenas US$ 4 trilhões agora, de acordo com a análise do Financial Times.

A retração, em grande parte resultado de rebaixamento dos EUA pela S&P em agosto de 2011, é parte de um redesenho dramático do mapa de classificação de crédito do mundo, disse o FT. Segundo o jornal, esta nova organização está incentivando os fluxos de investimento em mercados emergentes e forçando investidores e reguladores financeiros para repensar definições de ativos "seguro".

Enquanto rebaixamento do governo dos EUA e da Europa têm dominado as manchetes, a análise do FT destaca a série de elevações em grande parte do resto do mundo - especialmente na América Latina.

No topo da lista na escala de elevações de rating de crédito desde janeiro de 2007 estão Uruguai, Bolívia e Brasil. As maiores quedas estavam nos países atingidos pela crise no sul da Europa, com a Grécia marcando o maior declínio.

Os graus mais altos de crédito ainda são dominadas por economias avançadas ocidentais, mas avaliações médias ao longo dos últimos seis anos têm ficado mais distante da zona do euro. Em contraste, de acordo com o FT, as maiores médias para elevações de rating foram na América Latina, seguido pelo recém industrializados países asiáticos.

Mais conteúdo sobre:
DesempregoSeade-Dieesefevereiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.