Amanda Perobelli/Estadão
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Quatro perguntas para...

CEO da Cushman & Wakefield falou ao 'Estado' durante o Summit Imobiliário Brasil 2015

Entrevista com

Celina Antunes, CEO da Cushman & Wakefield

Marcia de Chiara, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 05h02

O mercado de locação de escritórios de alto padrão nas principais cidades do País passa por ciclo de baixa, segundo Celina Antunes, CEO South America da Cushman & Wakefield, uma das maiores consultorias do mundo em serviços imobiliários. Para ela, o momento hoje é favorável para os inquilinos e compradores que podem adquirir e alugar imóveis abaixo do preço. É difícil, segundo ela, fazer uma previsão de quanto tempo esse ciclo de baixa do setor deve durar. Celina ressalta que o desempenho do mercado vai depender essencialmente do comportamento da macroeconomia nos próximos meses. A seguir, a entrevista.


1. Como a sra. vê o mercado?

Hoje mercado de lajes corporativas está passando por um ciclo de baixa. Quem incorporou e está entregando os prédios hoje obtém um retorno menor do que previa.

2.Quanto tempo dura esse ciclo?

Depende muito da economia. Pelas previsões, a economia volta a crescer no ano que vem. Com isso, a absorção dessas lajes se dará de uma forma mais rápida.

3.Quem é favorecido por essa situação?

Hoje é um ciclo ótimo para quem tem capital para comprar, porque pode adquirir ativos abaixo do preço. Para locar também. Para o inquilino ou comprador com capital em mãos, é o melhor momento do mercado. Mas para o incorporador que foi pego no meio do ciclo com um volume muito grande de lajes lançadas e o afundamento da economia é péssimo. Para quem pretende lançar empreendimentos daqui a três anos, esperamos que esses imóveis proporcionem bons retornos, porque esperamos que a economia melhore. Se a economia não melhorar, eles pelo menos terão um tempo útil para atrasar ou segurar a construção para lançar num momento mais propício. Agora, lá atrás ninguém teve esse tempo. O mercado estava ótimo, e todo mundo saiu construindo. E agora foi pego de calças curtas pela má performance da economia.

4.A médio prazo, o mercado de lajes é promissor?

Sim, o mercado é promissor. É o que digo para todo mundo: eu só trabalho com isso. Se não achasse que o mercado fosse voltar, eu estaria de férias.

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