Queda da produção é natural em uma recuperação lenta, diz consultoria

Para Rosenberg & Associados, quando se olha o resultado acumulado de 12 meses o índice ainda tem sinais de melhora

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

02 de julho de 2013 | 10h18

SÃO PAULO - A queda da produção industrial no mês de maio, por todos os cortes que se pode observar, é, segundo a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara, um reflexo de uma oscilação natural dentro de um processo lento e gradual da atividade fabril.

De acordo com o que divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria recuou 2% em maio comparativamente a abril. A expectativa de Thaís era de um recuo de 1,6%. "Já era esperado a reversão e a indústria acabou devolvendo praticamente toda a alta do mês anterior. Mas quando se olha o acumulado de 12 meses, continua com sinais de melhora", diz a economista, ao se referir à passagem da queda de 1% para 0,5%, no período acumulado até abril e até maio.

Ela destaca ainda que na leitura anual, que compara o mês de referência com o idêntico no ano anterior, a taxa continua positiva. Segundo o IBGE, no confronto de maio contra maio do ano passado atividade fabril cresceu 1,4%. "A comparação interanual é positiva e importante já que em fevereiro e março tivemos quedas", observa Thaís.

No geral, reitera a economista da Rosenberg & Associados, apesar da queda, a trajetória de recuperação lenta continua. "As oscilações são naturais em processos de recuperação lenta. Além disso, este ano tivemos distribuição de dias úteis diferente da do ano passado. Isso os processos de dessazonalização não pega com perfeição", afirma a economista.

Quanto à produção de bens de capitais, Thaís observa que ela cresceu em maio em relação ao mesmo período do ano passado e que na margem é natural que tenha passado por um ajuste depois de quatro meses de crescimento consecutivo. Neste período, a produção de bens de capital cresceu 15,3%. "Para o futuro, a produção continua em linha com a nossa projeção de crescimento, de 2% para este ano. Parte deste crescimento será por causa da fabricação de caminhões", disse a economista.

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