Queda na confiança do consumidor dos EUA abate Wall Street

Dow Jones recuou 0,97% , para 10.282 pontos; Nasdaq caiu 1,28%, para 2.213 pontos

Reuters,

23 de fevereiro de 2010 | 19h26

Os índices acionários dos Estados Unidos terminaram a terça-feira (23) na maior baixa diária em quase três semanas, após uma forte queda na confiança do consumidor do país levantar preocupações sobre uma parte vulnerável da economia.

 

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,97%, para 10.282 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,28%, para 2.213 pontos. O Standard & Poor´s 500 perdeu 1,21%, para 1.094 pontos.

 

A confiança do consumidor recuou em fevereiro para a mínima em 10 meses, com piores perspectivas para o curto prazo com relação ao mercado de trabalho. Resultados de varejistas pouco ajudaram, já que companhias consideradas termômetros do mercado, como a Target, preveem um fraco desempenho no primeiro trimestre.

 

"Há um pouco de ajuste em termos de perspectiva de crescimento, assim como sobre qual será o principal motor", disse Nick Kalivas, vice-presidente sênior de análise financeira de ações da MF Global, em Chicago.

 

Se "o prognóstico econômico está ajustando para baixo, certamente os segmento de matérias-primas e semicondutores serão os setores que terão vendas", acrescentou.

 

Ações associadas a um forte crescimento cíclico na economia foram abatidas. Os papéis de melhor desempenho durante o rali do ano passado, incluindo os de tecnologia, matérias-primas e energia, lideraram a queda desta sessão.

 

Os preços futuros do petróleo cederam 1,81%, arrastando consigo o índice de energia do S&P que caiu 1,5%. A componente do Dow Jones Caterpillar perdeu 2,4%. A fabricante de chips Intel depreciou-se 2,4%, enquanto o índice de semicondutores PHLX perdeu 2,8%.

 

Os dados fracos somaram-se ao tom cauteloso antes do testemunho do líder do Fed (Banco Central americano), Ben Bernanke, ao Congresso dos EUA, que começa na quarta-feira e cuja pauta será política monetária. Um outro relatório mostrou que os preços das moradias inesperadamente caíram em dezembro, adicionando preocupações com a sustentabilidade da recuperação econômica. (Por Leah Schnurr)

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