Queda no preço do álcool deve ser mais aguda em junho, diz FGV

No IGP-10 de junho, o preço no atacado do álcool etílico anidro caiu 36,24% e do álcool etílico hidratado 17,77%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 13h22

O ponto mais agudo da atual queda nos preços do álcool deve ser em junho, nas palavras do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros. Para ele, os preços do álcool no atacado não devem cair nos próximos meses de forma tão intensa quanto à já detectada em junho.

Ele fez o comentário ao avaliar as baixas apuradas no atacado, dentro do IGP-10, em álcool etílico anidro (-36,24%); e em álcool etílico hidratado (-17,77%). O especialista lembrou que o período atual é de safra de cana de açúcar, o que eleva a oferta de derivados deste produto, como o álcool, e recordou que a dura entressafra da cana experimentada nos primeiros meses do ano levou o preço do álcool a disparar, tanto no atacado quanto no varejo, no primeiro semestre deste ano. "Agora esta oferta começa a se normalizar, e os preços começam a cair", afirmou.

No varejo, o efeito do álcool em queda no atacado já se fez sentir. O preço da gasolina, que conta com álcool em sua formação, saiu de uma alta de 5,61% em maio para uma baixa de 1,92% em junho, no setor varejista. "A gasolina ainda acumula alta de 7,97% no ano, junto ao consumidor", afirmou o economista da FGV, André Braz. "Isso significa que ainda tem espaço para cair mais de preço, no varejo", acrescentou Braz. Ainda segundo o especialista o preço do etanol também está em queda no varejo, e saiu de uma alta de 3,67% em maio para um recuo de 14,45% de maio para junho. "Como o etanol ainda acumula alta de 11,88% no ano, este produto também ainda pode cair mais, no varejo", afirmou Braz. 

Tudo o que sabemos sobre:
inflaçãopreçosálcool

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.