Queiroz Galvão e J.Malucelli devem permanecer no consórcio de Belo Monte

Discussões agora estariam sobre entrada de novas empresas e construtoras, como a Andrade Gutierrez

Gerusa Marques e Renato Andrade, da Agência Estado,

26 de abril de 2010 | 19h40

As construtoras Queiroz Galvão e J. Malucelli devem permanecer no consórcio que construirá a usina hidrelétrica de Belo Monte. De acordo com uma fonte que participa das discussões, a J. Malucelli assinou nesta segunda-feira, 26, um compromisso de que permanecerá no grupo e a Queiroz Galvão deve oficializar sua permanência na terça-feira. A saída das duas construtoras foi cogitada na semana passada, logo depois do leilão de concessão da hidrelétrica.

 

As discussões agora se dão sobre a entrada de novas empresas na Sociedade de Propósito Específico, que se responsabilizará pela implantação da usina. Também é possível a adesão de empreiteiras na condição de construtoras. Segundo a mesma fonte, a Andrade Gutierrez - que liderou o consórcio derrotado no leilão da semana passada - já conversou com representantes do governo sobre a entrada no projeto, mas ainda falta conversar com os integrantes do consórcio.

 

Nos últimos dias, também se intensificaram as conversas com grandes indústrias, como CSN, Gerdau e Brasken, que poderão fazer parte do empreendimento como autoprodutores, que usam parte da energia da usina para consumo próprio.

 

O governo fez nesta segunda uma reunião para fazer um balanço das negociações e a avaliação de interlocutores do Planalto é de que "as coisas estão mais calmas". Participaram do encontro com os ministros da Casa Civil, Erenice Guerra, e de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o diretor de Engenharia da Eletrobras, Valter Cardeal; o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner; o presidente do consórcio vencedor, José Ailton de Lima, que é diretor da Chesf; e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ninguém deu entrevista após o encontro.

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