Questões do Dexia devem ser resolvidas até fim de 2012, diz BC belga

Segundo o presidente da autoridade monetária, varejo do banco belga está 'saudável' e instituição foi vítima da piora das condições do mercado

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 14h12

O presidente do Banco Central da Bélgica, Luc Coene, disse nesta quarta-feira, 26, que há vários problemas pendentes no banco franco-belga Dexia, que devem ser resolvidos até o fim de 2012.

"A divisão está completa, o banco belga agora está separado e autônomo, mas há vários pequenos assuntos por resolver tanto nesse lado como no nível do grupo", afirmou Coene, também membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), falando a parlamentares durante audiência de um comitê. "Nós precisamos de uma solução saudável, um plano permitindo que nós, antes do fim do ano que vem, possamos, reduzir esse apoio para zero ou encontrar uma solução saudável."

Mais cedo este mês, o Dexia informou que buscará vender mais ativos, após finalizar a venda de sua unidade belga para o governo desse país por 4 bilhões de euros.

Coene disse que a unidade de varejo do banco belga está "saudável" e que o banco foi vítima da piora das condições do mercado, enquanto tentava equilibrar os "riscos gigantes" de equilibrar empréstimos de longo prazo ao longo de décadas com a obtenção de fundos nos mercados no atacado de curto prazo.

"Gradualmente, vimos que a parte boa do grupo estava sendo afetada pela reputação negativa de certos aspectos do negócio", disse Coene. "Uma vez que a desconfiança surgiu, essa falta de confiança se espalhou como um câncer e estava afetando os bancos da Bélgica e de Luxemburgo, então tivemos de encontrar uma forma de tirá-los desse cenário."

As informações são da Dow Jones.

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