Reajuste de 6,14% a aposentados está mantido, mas pode haver mudanças

Segundo Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, não está descartada a possibilidade de o governo negociar um percentual maior

Leonencio Nossa, da Agência Estado ,

22 de abril de 2010 | 13h53

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não descarta a possibilidade de o governo negociar um índice superior aos 6,14% para as aposentadorias acima de um salário mínimo, mas disse que o porcentual proposto pelo governo ainda está mantido. "A posição do governo é o que já tínhamos dito. Temos um acordo de 6,14%. Esses índices que estão aparecendo aí e essas formas de reajuste (escalonado) não têm a concordância do governo.

 

Achamos que esse é o limite. É evidente que pode até haver alguma mudança", admitiu Bernardo, que esteve hoje com o presidente Lula para discutir o assunto.

 

O ministro reclamou que alguns setores do governo chegaram a propor um aumento de 7%, enquanto os senadores defenderam uma correção de até 7,7%. "Fica parecendo um campeonato para ver quem dá mais e quem vai ser mais bonzinho com os aposentados", disse Bernardo.

 

"Isso não leva a nada, porque se você tiver um índice que seja sustentável e o governo tenha condições de pagar, está tudo resolvido. Mas se não for sustentável, o presidente já disse: vou vetar". Paulo Bernardo disse que é um "erro" querer fazer bondades perto das eleições de outubro. "Temos de tratar isso com muita serenidade e firmeza", defendeu.

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