Real e atrasos elevam em US$1bi projetos da Alcoa no Brasil

A australiana Alumina informou que seuscustos de investimentos com a Alcoa na refinaria Alumar, noBrasil, além de uma mina de bauxita inflaram em mais de 1bilhão de dólares, para 3,7 bilhões de dólares, devido àvalorização do real, atrasos na construção e aumento nos gastoscom equipamentos. Mas a data prevista para conclusão dos projetos estáaproximadamente em linha com a meta global anterior, parameados do ano que vem, afirmou o presidente-executivo daAlumina, John Bevan, à Reuters nesta segunda-feira. "Ambos os projetos devem ser completados no primeirosemestre do ano que vem", afirmou Bevan. "Estamos afirmando agora que a refinaria ficará para o meiodo ano, o que significa que pode chegar ao terceiro trimestre,e Juriti provavelmente irá demorar um pouco mais", prevê Bevan. Os custos da Alcoa World Alumina Chemicals (AWAC),controlada pela Alcoa e Alumina numa relação 60-40 por cento,respectivamente, irão subir de 1,3 para 1,62 bilhão de dólares,enquanto que o custo da mina de bauxita Juruti crescerá de 1,2para 2 bilhões de dólares. A AWAC detém um investimento de 54 por cento na expansão darefinaria em São Luis, no Nordeste, e 100 por cento da mina deJuruti. A BHP Billiton possui 36 por cento do prejeto da refinariae a Rio Tinto, 10 por cento de participação. A BHP preferiu nãocomentar o assunto e a Rio não estava imediatamente disponível. Bevan afirmou que os engenheiros estão 95 por centoconfiantes de que não haverá novo aumento de custos, com aprojeção mais recente levando em conta os atrasos de construçãodecorrentes de um clima desfavorável e valorização da moedabrasileira contra o dólar, que eleva o preço de equipamentos deconstrução e materiais.

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