Receita admite rever projeção sobre arrecadação em 2013

Projeção de crescimento da arrecadação para este ano de 3% pode não se confirmar, com mudança em previsões para PIB e inflação

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo , Agência Estado

19 de agosto de 2013 | 12h09

BRASÍLIA - A Receita Federal admitiu no final da manhã desta segunda-feira, 19, que pode ter que rever a projeção de crescimento da arrecadação para este ano de 3%. "Essa previsão pode não se confirmar. A cada dois meses (ela) é revista", afirmou o coordenador de Previsão e Análise da Receita, Raimundo Elói de Carvalho.

Segundo ele, a previsão da Receita segue as estimativas realizadas pelo governo como do crescimento do PIB e de inflação. "Não tem nada de mágica. São com esses indicadores que trabalhamos. Se os indicadores forem revistos, a arrecadação será revista e será sempre explicada. A Receita nunca faz previsão descolada desses indicadores", disse Carvalho.

Ao ser questionado sobre a projeção do PIB feita pelo mercado, que é de alta de 2,2% neste ano, enquanto o governo mantém uma estimativa de 3%, o secretário adjunto da Receita, Luiz Fernando Nunes, afirmou que a Receita se guia pelos indicadores oficiais e não por outros.

Carvalho argumentou que, embora o crescimento acumulado de janeiro a julho da arrecadação pareça pequeno, a Receita espera que os porcentuais de alta sejam maiores no segundo semestre deste ano. Isso porque, segundo ele, a base de comparação é bem elevada de janeiro a abril, mas passou a ser menor já a partir de junho. "Daí a nossa expectativa de crescimento da arrecadação ser mantida em 3%, mesmo com a revisão do PIB. Outros indicadores também são levados em conta, o que nos leva a crer nessa perspectiva de crescimento de 3% da arrecadação neste ano", afirmou o coordenador.

Disse que a Receita trabalha com 17 indicadores econômicos como PIB, inflação, câmbio, juros, massa salarial e produção industrial. Carvalho disse que já a partir de fevereiro é possível verificar o aumento da lucratividade das empresas, o que reflete nas receitas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Ele afirmou que, de fevereiro a julho, houve um aumento de 20% no pagamento desses tributos pela estimativa mensal em relação ao mesmo período de 2012. "As empresas estão antecipando o imposto de renda em valor bem maior que em 2012", disse.

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