Receita arrecada R$ 75,102 bi em setembro; resultado é recorde para mês

Volume foi 7,52% superior em relação setembro de 2010 e 0,13% maior do que o registrado em agosto deste ano

Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 14h42

A arrecadação de impostos e contribuições federais totalizou em setembro R$ 75,102 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 19, pela Receita Federal. Tal desempenho ficou acima da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (R$ 73,8 bilhões). O intervalo ia de R$ 68,3 bilhões a R$ 76,2 bilhões. O resultado foi recorde para meses de setembro.

O volume foi 7,52% superior em relação ao mesmo mês de 2010, já descontando o efeito da inflação pelo IPCA. Na comparação com agosto, a arrecadação, em termos reais, ficou praticamente estável, com ligeira alta de 0,13%.

No resultado do mês passado, a arrecadação administrada pela Receita Federal somou R$ 73,627 bilhões e a as demais receitas somaram R$ 1,475 bilhão. O refis da crise deu uma contribuição adicional em setembro de R$ 2 bilhões. Em agosto, a contribuição havia sido de R$ 1,850 bilhão.

No acumulado do ano, a arrecadação de impostos e contribuições federais foi de R$ 705,566 bilhões, volume 12,63% superior, em termos reais, ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Nos nove primeiros meses do ano, as receitas administradas somaram R$ 682,685 bilhões, com alta real de 12,94%, e as demais receitas atingiram R$ 22,881 bilhões, com alta real de 4,09%.

Minérios

O setor de extração de minerais metálicos é o que tem maior expansão real no recolhimento de impostos à União. Segundo a Receita Federal, o segmento levou aos cofres públicos R$ 10,337 bilhões, de janeiro a setembro, uma expansão de 22,43%, já descontando-se o efeito da inflação. Vale lembrar que nesse resultado está a contribuição extra de R$ 5 bilhões da mineradora Vale, em função de perda de ação judicial.

O setor financeiro aparece na sequência, com alta real de 12,14%. Mas esse segmento, em valores nominais, é o que mais contribuiu para a arrecadação neste ano, com R$ 31,153 bilhões. O comércio atacadista experimenta alta real de 9,49% na arrecadação, deixando para os cofres públicos R$ 28,887 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O segmento de veículos vem na sequência, com alta de 8,03% em termos reais e arrecadação de R$ 24 bilhões.

Refis da crise

A arrecadação de R$ 2 bilhões em setembro com o Refis da Crise, programa de parcelamento de débitos, superou a expectativa da Receita Federal. A secretária-adjunta da Receita, Zayda Manatta, disse no mês passado, durante a divulgação dos dados de agosto, que a Receita estimava que o Refis da Crise deveria contribuir para a arrecadação federal com R$ 1 bilhão por mês, até o final do ano.

Até maio, o recolhimento girou em torno de R$ 700 milhões mensais. Mas, a partir de junho, em função da consolidação dos débitos das empresas com a Receita, o programa ajudou a reforçar os cofres públicos com receitas extraordinárias.

No ano, já foram pagos R$ 16,188 bilhões de tributos renegociados dentro do programa. Desse total, R$ 12,872 bilhões foram de junho a setembro.

(Texto atualizado às 15h04)

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