Receita com exportações de suínos sobe 101% e bate recorde em agosto

São Paulo, 17 - A receita cambial obtida com as exportações de carne suína foi recorde histórico em agosto. O Brasil faturou US$ 91,741 milhões, com exportações de 58.985 toneladas. Em comparação com agosto de 2003, o crescimento foi de 101% na receita cambial e de 37,6% nos volumes. No caso do volume, as exportações só não foram maiores do que as registradas em setembro de 2002. Na avaliação da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), o resultado do setor tem sido acima da expectativa neste ano. Nos primeiros oito meses de 2004, os embarques foram de 325.523 toneladas, com receita de US$ 458,641 milhões. O bom desempenho resulta principalmente do aumento dos preços, pois a receita de janeiro a agosto subiu 40% em relação ao mesmo período do ano passado, contra um aumento de volume de apenas 2,5%. O aumento do preço médio nesse ano é expressivo: mais 36,7% no período janeiro-agosto. O Brasil vem ampliando suas vendas de cortes nobres. As exportações desse tipo de carne tiveram alta de 12,22% no período, contra um decréscimo de 20% nas carcaças, que têm preço mais barato. Em agosto, o preço médio obtido pelo País nas exportações de suínos foi de US$ 1.555 por tonelada, 46% a mais do que mesmo mês do ano passado. A Rússia continua como o principal mercado para as exportações brasileiras de suínos, com 65,5% do total, segundo os dados da Abipecs. O país importa 38.666 toneladas do Brasil. O segundo colocado, Hong Kong, importa apenas 5.470 toneladas. A Argentina vem em terceiro, com 2.571 toneladas. Nos últimos doze meses (de setembro de 2003 a agosto de 2004), as exportações brasileiras de carne suína acumulam 499.403 toneladas, 1,6% acima do desempenho do ano anterior em volume. Em receita cambial, o acumulado é de US$ 677,729 milhões, alta de 24%.

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