Reconstrução da Síria é 'boa oportunidade' para empresas brasileiras, diz Marun

Secretário de Governo diz que movimento é uma "boa oportunidade" depois do efeito dos escândalos da Lava Jato

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 12h04

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, defendeu nesta quinta-feira, 27, que as empresas brasileiras voltem a ser competitivas mundialmente após terem se "apequenado" com os escândalos da Lava Jato.

"A Lava Jato fez com que as nossas empresas se apequenassem a nível internacional. É um absurdo, por exemplo, o Catar estar construindo estádios (para a Copa do Mundo) e não estarmos participando" disse em conversa com jornalistas nesta manhã.

Para o ministro, a reconstrução da Síria, que está em guerra, é uma "boa oportunidade" para que as empresas brasileiras voltem a ser "players mundiais". "É hora de ultrapassar essa questão da Lava Jato, que praticamente nos retirou do mercado internacional", disse.

Segundo Marun, ele deverá aproveitar o mês de janeiro, o seu último como deputado federal - ele reassumirá o cargo ao fim do governo - para visitar a Síria em uma missão parlamentar.

A ideia, de acordo com o ministro, é que viajem com ele mais 3 ou 4 deputados, que contariam com ajuda diplomática para ter acesso ao País e iniciar diálogos.

Questionado sobre se já conversou sobre isso com o futuro governo de Jair Bolsonaro, Marun respondeu apenas que, "voltando de lá, comunicaria ao próximo governo sobre a minha visão".

O ministro contou que esteve no Líbano na semana passada e já iniciou conversas neste sentido. "Ali, o assunto já é o grande investimento que vai ter que ser feito na Síria", disse.

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