Redução da demanda na América Latina leva MAN a cortar projeção de vendas em 2014

A alemã MAN cortou sua projeção de vendas para o ano inteiro depois que o enfraquecimento da demanda por caminhões e a queda nos pedidos em grandes mercados na América do Sul afetaram seus negócios.

REUTERS

30 de julho de 2014 | 09h39

As vendas do grupo no segundo trimestre despencaram 12 por cento para 3,6 bilhões de euros (4,8 bilhões de dólares), enquanto a receita na divisão de caminhões na América Latina caiu 17 por cento por causa da desaceleração do crescimento no Brasil e o enfraquecimento do real, disse a MAN nesta quarta-feira.

A companhia controlada pela Volkswagen, líder de mercado na maior economia da região para caminhões pesando 5 toneladas métricas ou mais, está se preparando para uma queda "substancial" no lucro na América Latina depois que os pedidos trimestrais despencaram 17 por cento.

A MAN, que também fabrica turbinas e motores movidos a diesel, disse agora esperar que as vendas do grupo caiam para significativamente abaixo dos 15,7 bilhões de euros registrados no ano passado. Três meses atrás, a MAN havia projetado que as vendas cairiam apenas levemente abaixo dos resultados de 2013.

"Estamos enfrentando desafios crescentes no Brasil, um mercado importante para a MAN", disse o presidente-executivo Georg Pachta-Reyhofen. "Mantemos um olhar atento nos eventos econômicos no Brasil, que são motivo para precupação".

O Brasil, antes uma das mais dinâmicas economias emergentes, está chegando cada vez mais perto de uma recessão. A produção industrial provavelmente caiu pelo quarto mês seguido em junho, segundo uma pesquisa da Reuters com analistas, à medida que fabricantes enfrentam problemas incluindo taxas de juros mais altas e acúmulo de estoques.

A MAN, no entanto, reafirmou sua orientação para 2014 de ganhos significativos no lucro operacional do grupo e também nas margens, citando seu negócio de usinas elétricas, que vem melhorando, e cortes de custos.

O lucro operacional subiu para 154 milhões de euros, ante um prejuízo de 26 milhões de euros um ano antes, uma vez que uma forte demanda por turbinas e motores a diesel compensaram vendas fracas de caminhões.

(Por Andreas Cremer)

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