Redução do IPI tem efeito só no curto prazo, diz Ghosn

O incentivo à demanda do mercado de automóveis por meio da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem efeito a curto prazo, mas não a longo prazo, afirmou na tarde desta terça-feira, 15, o presidente mundial da Renault e da Nissan, Carlos Ghosn. O executivo lembrou da tendência de esses incentivos serem antecipados pelos consumidores.

VINICIUS NEDER, Agencia Estado

15 de abril de 2014 | 15h20

"Se todo mundo antecipa, o incentivo perde efeito (após um tempo). Os incentivos são mais para pilotar as vendas no curto prazo", afirmou Ghosn, em entrevista coletiva após a inauguração do complexo industrial da Nissan, em Resende, no lado fluminense do Vale do Paraíba. No longo prazo, o potencial de crescimento é marcado pela taxa de motorização. Segundo Ghosn, hoje o Brasil tem cerca de 175 carros por mil habitantes, em comparação com 500, na média da Europa.

A velocidade do crescimento até esse nível de motorização, porém, tende a ser marcada pela carga tributária incidente sobre os automóveis. Ghosn citou que a carga de impostos sobre um carro pode ficar entre 40% e 45%, dependendo do cálculo. "Não tem nenhum país que eu conheça com essa carga tributária. A longo prazo, seria bom que essa carga fosse mais baixa", completou o executivo, destacando ainda a importância de haver melhorias na infraestrutura para impulsionar esse crescimento na taxa de motorização.

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