Reestruturação da OGX pode incluir recuperação judicial

'A recuperação judicial é uma possibilidade. Não estou dizendo que vamos entrar', disse diretor-presidente

Vinicius Neder, Agência Estado

12 de setembro de 2013 | 18h33

O processo de reestruturação da dívida da OGX, petroleira do Grupo EBX do empresário Eike Batista, está dentro do planejado e poderá incluir um pedido de injeção de recursos dos detentores de bônus ou um pedido de recuperação judicial. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 12, pelo diretor-presidente da companhia, Luiz Eduardo Carneiro.

"A coisa está indo muito bem, dentro do nosso planejamento", afirmou Carneiro a jornalistas, após assembleia geral extraordinária de acionistas da OGX, no Rio. "A recuperação judicial é uma possibilidade. Não estou dizendo que vamos entrar. Mas aquilo que for possível e impossível fazer para que a gente chegue lá e consiga fazer a reestruturação financeira, nós vamos fazer", completou.

Dentre as possibilidades está um pedido para que os detentores de bônus entrem com recursos novos na empresa. O pedido, porém, ainda não foi formulado no processo de negociação.

O executivo comparou a situação com o mercado norte-americano, dizendo que, nos Estados Unidos, é comum os credores colocarem mais recursos para reduzir suas perdas. "Lá, a coisa é montada para que a empresa sobreviva, continue gerando empregos", disse.

Carneiro não informou prazos. Disse apenas que "a negociação é crítica". "Os bondholders podem aceitar ou não", afirmou. Segundo ele, esta semana termina uma etapa das negociações com os detentores de títulos de dívida.

Carneiro frisou que a própria OGX lidera o processo, com assessoria da Blackstone. "Quem está conduzindo o processo da reestruturação financeira é a OGX e não a Angra Partners", declarou Carneiro, explicando que a Angra é ''advisor'' de Eike, controlador da OGX.

Perguntado como está a situação de caixa da OGX, Carneiro afirmou que "estamos conseguindo fechar".

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