Reforma do sistema bancário beneficiará contribuintes do Reino Unido

Segundo o ministro das Finanças, mudanças tirarão das costas dos contribuintes o fardo de arcar com a maior parte dos custos de futuras quebras de bancos  

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

12 de setembro de 2011 | 16h20

O secretário de Finanças do Reino Unido, George Osborne, afirmou nesta segunda-feira, 12, que as propostas para reformar o sistema bancário beneficiarão a economia do país e tirarão das costas dos contribuintes comuns o fardo de arcar com a maior parte dos custos de futuras quebras de bancos.

"Hoje é um momento decisivo no qual damos um passo na direção de um novo sistema bancário que funcione para a Grã-Bretanha", declarou o ministro perante deputados britânicos na Câmara dos Comuns.

Os comentários de Osborne foram feitos depois da divulgação das recomendações da Comissão Independente Bancária (ICB, na sigla em inglês), um painel criado por ele no ano passado para estudar meios de tornar o sistema bancário do Reino Unido mais seguro e competitivo para clientes e contribuintes.

De acordo com Osborne, o governo pretende responder às recomendações do ICB até o fim do ano e buscará a aprovação de uma lei baseada nas propostas antes do fim da atual legislatura, em 2015, com o objetivo de concluir a reforma do sistema bancário até 2019.

Na avaliação de Osborne, o principal benefício das propostas é facilitar a busca por soluções em momentos de crise. "Os custos devem recair sobre os acionistas e os detentores de dívida no atacado, e não sobre os pequenos correntistas e os contribuintes", afirmou.

Osborne também observou que o governo ainda não começou a se desfazer de sua participação no Royal Bank of Scotland (RBS) e no Lloyds Banking Group por conta da queda do preço das ações dos bancos. O governo britânico controla 83% do RBS e detém 41% dos papéis do Lloyds. Osborne já havia afirmado antes que o governo só se desfaria das ações quando as condições de mercado fossem propícias e a venda fosse vantajosa para o erário britânico. As informações são da Dow Jones.

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