Relação entre preços da gasolina e do etanol atinge maior nível desde maio

Número apurado pela Fipe alcançou o nível de 72,35%; abastecer com o derivado da cana se torna desvantajoso quando relação de seu preço com o da gasolina é maior do que 70%

Flavio Leonel, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 14h33

SÃO PAULO - Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) à Agência Estado mostrou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina alcançou o nível de 72,35% na segunda semana de dezembro na capital paulista. O número apurado representou o maior nível desde a primeira semana de maio, quando a relação havia sido de 75,51%. Na primeira semana de dezembro, estava em 71,36%. Na segunda semana de novembro, em 70,95%.

Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor ao etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.

De acordo com a Fipe, o nível elevado da relação entre etanol e gasolina está ligado diretamente à alta nos preços que o combustível derivado da cana-de-açúcar vem apresentando nas pesquisas do instituto neste ano, por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que leva em conta uma base mais ampla de comparação.

Na segunda quadrissemana do mês (período de 30 dias terminado em 15 de dezembro), o valor médio do etanol subiu de 1,57% em São Paulo, ante elevação de 1,51% na primeira quadrissemana (período de 30 dias terminado em 7 de dezembro). A gasolina, por sua vez, caiu 0,04% contra variação positiva anterior de 0,02%.

"Com o etanol subindo mais forte, a relação com o preço da gasolina já está bem desfavorável", disse à AE o coordenador-adjunto do IPC, Rafael Costa Lima. "Em vários postos de São Paulo, esta diferença está bem grande."

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