Relator diz que fusão entre TAM e Lan gera concentração e eficiência

Segundo o conselheiro do Cade Olavo Chinaglia, ganhos na operação poderão ser revertidos para consumidores

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 17h44

BRASÍLIA - O conselheiro relator da fusão entre a TAM e a empresa aérea chilena Lan, Olavo Chinaglia, avaliou nesta quarta-feira, 14, que a aprovação dada hoje pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à operação ocorreu porque, embora a criação da maior companhia do setor na América Latina gere concentração, ela também deve gerar eficiência. "Os ganhos de escala na operação poderão ser revertidos para os consumidores. Mas é importante preservarmos as condições de concorrência", afirmou.

A decisão do Cade, porém, vetou a união entre as companhias na rota Guarulhos (São Paulo) - Santiago (Chile) - Guarulhos (São Paulo), determinando a permuta de dois pares de slot da empresa nessa rota com outras companhias aéreas. Segundo Chinaglia, a maior barreira à competição nessa rota seria a disponibilidade de vagas para voos com esses destinos em horários comercialmente atrativos. O conselheiro também avaliou que uma eventual expansão da capacidade do aeroporto de Guarulhos teria efeito complementar à decisão do Cade.

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