Relatório aponta falhas nas agências de rating

Comissão de Valores Mobiliários dos EUA descobriu que uma agências permitiu que funcionários informassem pessoas sobre ação de rating pendente antes de ela ser divulgada

Renan Carreira, da Agência Estado,

30 de setembro de 2011 | 18h20

A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos descobriu que agências de classificação de risco falharam algumas vezes em gerenciar conflitos de interesse, citando problemas de remuneração de empregados por meio de ações.

A comissão também afirmou que uma das agências permitiu que funcionários informassem algumas pessoas sobre uma ação de rating pendente antes de ela ser divulgada. Outra errou na classificação de alguns títulos lastreados em ativos e a equipe da SEC está preocupada com a possibilidade de a empresa ter atrasado a divulgação da correção por motivos comerciais, segundo o relatório da SEC.

O documento, requerido pela lei de regulação financeira Dodd-Frank, reflete parte dos novos poderes de supervisão que o Congresso deu para a SEC sobre agências de classificação de risco na sequência da crise financeira de 2008. A lei Dodd-Frank exige que a agência conduza exames anuais e compile os resultados em um relatório, que neste caso analisou as três maiores agência de classificação de risco: Fitch, Moody's e Standard & Poor's.

Recentemente, a S&P enfrentou uma análise minuciosa logo após ter rebaixado o rating da dívida dos EUA. A indústria de classificação de crédito como um todo ainda está sob pressão pelo fato de terem atribuído boas classificações a títulos podres - um dos fatores que causaram a crise financeira.

"Este relatório demonstra uma maior supervisão da SEC sobre as agências de classificação de risco", disse o diretor do gabinete de exames e inspeções da SEC, Carlo di Florio. Ele afirmou que foram enviadas cartas para as agências detalhando as preocupações encontradas nas supervisões. Essas cartas, porém, não foram divulgadas. As informações são da Dow Jones.

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