Renault deve investir R$ 1,5 bi no PR

Recursos devem ser usados para a ampliação da fábrica da empresa no Estado; protocolo de intenções será assinado na próxima quarta-feira

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

28 de setembro de 2011 | 23h00

O presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, assina na próxima quarta-feira, 5,  em Curitiba, um protocolo de intenções com o governo do Paraná, prevendo investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão para ampliar o Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, além de instalar uma central de engenharia para desenvolver novos modelos e um pátio de internação de produtos.

"Posso garantir que os investimentos são mais ou menos esses", disse ontem o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Segundo ele, o acordo foi fechado no fim de agosto, quando esteve em Paris.

A Renault preferiu não confirmar as bases do protocolo, destacando apenas que Ghosn estará no Paraná, onde também visita uma obra social que tem o apoio da empresa e fala com os trabalhadores da única fábrica que possui no Brasil. "Tivemos certo sigilo esse tempo todo por causa dos procedimentos de rotina na Renault", disse Richa. Segundo ele, a previsão é de geração de cerca de dois mil empregos. "É uma grande conquista para todo o Paraná, visto que há geração de muitos empregos, de riquezas para o nosso Estado", afirmou.

A expectativa é que a produção de carros da Renault, que chegou a 160 mil unidades no ano passado, possa chegar a até 400 mil com os novos investimentos. A pretensão da empresa é de elevar, até 2016, sua participação no mercado nacional de automóveis de 5% para 8%. Na unidade, onde também são fabricados carros da Nissan, trabalham 5,7 mil pessoas.

Incentivos. Os detalhes sobre os benefícios oferecidos pelo Estado para a Renault somente devem ser divulgados com a assinatura do protocolo, mas eles estão previstos no programa Paraná Competitivo, que tem, entre os itens, a prorrogação do prazo de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o protocolo deve prever incentivos para a importação de insumos. Por parte da montadora, entre outros compromissos, deve ser firmado o de manter a movimentação pelo Porto de Paranaguá. No ano passado, parte das importações foi realizada pelo Porto de Vitória (ES). "O protocolo é bastante complexo", disse Barros. A Renault produz em São José dos Pinhais os modelos Sandero, Sandero Stepway, Logan e Grand Tour. O mercado interno representa 60% do faturamento.

O anúncio do possível investimento foi comemorado também pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

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