Renda do agricultor cresce apenas 1,2% mas sobre base maior, diz Bradesco

Segundo superintendente do banco, instituição deve financiar R$ 9,3 bilhões em recursos para a safra 2011/2012, como repassador de recursos disponibilizados pelo BNDES

Gustavo Porto, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 16h13

Após uma alta de 34% na safra 2010/2011, a renda do produtor agrícola deve seguir o ritmo da freada nos preços das commodities agrícolas e crescer apenas 1,2% na safra 2011/2012, na avaliação do Banco Bradesco. "O crescimento será menor, mas será sobre uma base muito maior do que era antes, ou seja, o faturamento continuará alto", disse o superintendente executivo do Bradesco, Rui Pereira Rosa.

Segundo ele, o banco deve financiar R$ 9,3 bilhões em recursos para a safra 2011/2012, como repassador de recursos disponibilizados pelo BNDES. O volume é 6,9% superior aos R$ 8,7 bilhões disponibilizados pela instituição financeira na safra passada, de acordo com o executivo, que participa do seminário "Planejamento Estratégico 2012", da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em Ribeirão Preto (SP).

O superintendente executivo do Bradesco avaliou que a grande dificuldade de ampliar o financiamento por parte dos bancos é o custo de captação de recursos não controlados pelo BNDES. De acordo com Rosa, enquanto a taxa Selic limita esses financiamentos a pelo menos 11,5% de juros ao ano, as linhas subsidiadas pelo BNDES estão entre 6,5% e 6,75% ao ano. "É necessária a mudança no perfil de aplicação financeira do País para acabar com esse problema da captação de recursos", concluiu.

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