Renda pessoal e gastos com consumo nos EUA crescem em março

Renda pessoal dos norte-americanos subiu 0,5% em março ante fevereiro, enquanto gastos com consumo aumentaram 0,6%

Danielle Chaves e Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 09h45

A renda pessoal dos norte-americanos subiu 0,5% em março, ante fevereiro, enquanto os gastos com consumo aumentaram 0,6%, informou o Departamento de Comércio. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam que a renda crescesse 0,3% em março e os gastos aumentassem 0,5%. Os dados de fevereiro foram revisados para mostrar alta de 0,4% na renda e de 0,9% nos gastos com consumo ante janeiro.

Com ajustes pela inflação, os gastos aumentaram apenas 0,2% em março, menos do que o ganho de 0,5% na mesma medida em fevereiro. A taxa de poupança dos norte-americanos ficou estável em 5,5% em março.

Sentimento do consumidor

O índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan final de abril subiu para 69,8, de 67,5 em março. O resultado ficou abaixo das estimativas de 70,0. O índice das condições atuais ficou em 82,5, o mesmo nível de março; o índice de expectativas avançou para 61,6, de 57,9.

A pesquisa mostrou também que em abril as expectativas de inflação em um ano ficaram em 4,6%, assim como em março; para cinco anos, as expectativas de inflação recuaram para 2,9%, de 3,2%.

Preços

O índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 1,8% em março na comparação com o mesmo período do ano passado nos Estados Unidos, depois de avançar 1,6% em fevereiro. O núcleo do índice subiu 0,9%, em bases anuais, pelo segundo mês seguido.

Na comparação com fevereiro, o índice cheio subiu 0,4% em março, enquanto o núcleo subiu 0,1%. A previsão dos economistas para o crescimento mensal do núcleo do PCE era de 0,1%. O núcleo do índice PCE é o índice favorito do Fed para acompanhar a tendência dos preços nos EUA.

Custo da mão de obra

O custo da mão-de-obra nos EUA aumentou 0,6% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o quarto trimestre de 2010, informou o Departamento do Trabalho. O resultado foi levemente mais alto do que o aumento de 0,5% previsto pelos economistas consultados pela Dow Jones.

Os salários subiram apenas 0,4%, mas os benefícios aumentaram 1,1%. Benefícios incluem prêmios por hora extra, bônus não ligados à produção, licença remunerada, seguros e aposentadoria. Esse foi o maior aumento trimestral nos benefícios em quase quatro anos.

Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o custo do emprego cresceu 2,0%, o mesmo avanço anual registrado no quarto trimestre de 2010. Nessa comparação, os custos dos benefícios também subiram mais do que os dos salários, 3,0%.

A compensação no setor privado subiu 0,5% no primeiro trimestre, o mesmo aumento registrado nos pagamentos para os trabalhadores de governos estaduais e locais. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 11h13)

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