Republicanos adiam para amanhã votação de lei sore dívida nos EUA

Adiamento dará aos republicanos tempo para ajustar a proposta de lei a fim de garantir que produza corte nos gastos superiores ao montante de elevação do teto da dívida norte-americana

Cynthia Decloedt, da Agencia Estado,

27 de julho de 2011 | 08h11

Os republicanos adiaram em um dia a votação na Câmara dos Representantes da proposta de lei para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, após o Escritório de Orçamento do Congresso (COB, na sigla em inglês) ter concluído que o plano reduziria o déficit em proporção inferior ao previsto pelos líderes do Partido Republicano. A lei será agora votada amanhã.

O adiamento dará aos republicanos tempo para ajustar a proposta de lei a fim de garantir que produza corte nos gastos superiores ao montante de elevação do teto da dívida norte-americana. Segundo uma pessoa próxima à questão, chegou-se a conclusão de que haverá necessidade de reduzir o montante a ser elevado da dívida ou ampliar as medidas de corte do déficit a fim de garantir votos suficientes para aprovar a legislação.

O COB disse que a legislação reduziria o déficit federal em US$ 850 bilhões em 10 anos, montante inferior aos US$ 1,2 trilhão que os líderes republicanos haviam calculado, contradizendo as declarações de que as medidas de redução da dívida inclusas em qualquer legislação ficariam em linha ou excederiam o montante da elevação do teto da dívida.

O porta-voz do líder da Câmara John Boehner indicou que mudanças serão necessárias na legislação. "Prometemos que cortaríamos os gastos em proporção superior à elevação do teto da dívida, sem aumento dos impostos, e manteremos nossa promessa", disse o porta-voz, Michael Steel.

Os líderes republicanos estão trabalhando duro para obter os 217 votos que precisam para aprovar a lei na votação prevista agora para amanhã. Até o momento, 15 republicanos manifestaram publicamente oposição à proposta de lei. O partido pode perder um máximo de 23 votos republicanos, se não obtiverem o apoio de nenhum democrata.

A maior parte do plano de corte de gastos dos republicanos está baseada na redução de gastos discricionários. Se os gastos federais forem cortados nos níveis propostos pelos republicanos da Câmara, haveria redução de cerca de US$ 695 bilhões nos gastos discricionários, de US$ 20 bilhões nos gastos mandatários e de US$ 135 bilhões em economia com juro sobre a dívida pública. As informações são da Dow Jones. 

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