Republicanos na Câmara farão emenda em projeto para ter mais votos

Segundo a proposta, o limite de endividamento seria elevado imediatamente em US$ 900 bilhões, o suficiente para que o governo consiga se financiar até fevereiro ou março de 2012

Álvaro Campos, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 13h04

Os líderes republicanos na Câmara disseram a alguns membros do baixo clero do partido que podem fazer uma emenda no projeto do presidente da Casa, John Boehner, sobre a elevação do limite de endividamento do país, na tentativa de angariar apoio de legisladores que se opõem à proposta.

A maior mudança seria a exigência que as duas Casas do Congresso aprovem uma emenda constitucional determinando que o governo federal equilibre seu orçamento antes de um novo aumento no teto da dívida, atualmente em US$ 14,29 trilhões.

Segundo a proposta, o limite de endividamento seria elevado imediatamente em US$ 900 bilhões, o suficiente para que o governo consiga se financiar até fevereiro ou março do ano que vem. Então, para o teto da dívida ser elevado novamente, tanto a Câmara como o Senado teriam de aprovar a emenda que exige um ajuste no orçamento. O atual projeto de Boehner não fala nada sobre o orçamento, exigindo apenas uma nova votação para aumentar o limite da dívida.

Ontem à noite, os líderes republicanos foram forçados a adiar a votação do projeto de Boehner, após perceberem que não tinham apoio suficiente para aprová-lo. Os legisladores republicanos foram informados sobre a proposta da emenda no projeto em uma reunião a portas fechadas, após o adiamento da votação ontem.

O presidente do Comitê de Regras da Câmara, o republicano David Dreier, confirmou as mudanças no projeto de Boehner ao sair da reunião e disse que a votação da elevação do teto de dívida aconteceria ainda hoje.

Mesmo que o projeto seja aprovado na Câmara, os democratas, que controlam o Senado, prometeram rejeitar a proposta de Boehner. Eles defendem que o limite de endividamento seja elevado de uma só vez, para que o assunto não tenha de ser debatido novamente em 2012, ano de eleições presidenciais nos EUA. Eles disseram que podem considerar a elevação do teto em duas partes, como insistem os republicanos, mas só se o segundo aumento for garantido.

Ao tentar incluir no projeto de Boehener uma emenda constitucional, as chances do teto da dívida ser elevado uma segunda vez são bem menores. Tanto a Câmara como o Senado teriam de aprovar a exigência de um ajuste no orçamento por uma maioria de dois terços.

As informações são da Dow Jones.

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