Republicanos são contra plano que deixaria Obama elevar teto da dívida

Quase 90 deputados da oposição assinaram uma carta afirmando que não apoiarão a proposta que concederia esse poder ao presidente dos EUA

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

21 de julho de 2011 | 14h52

Quase 90 deputados republicanos assinaram uma carta afirmando que não apoiarão uma proposta do líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, que concederia ao presidente dos EUA, o democrata Barack Obama, poder para elevar o teto da dívida do país.

A notícia da carta surge em meio a rumores de que Obama e o deputado republicano John Boehner, que preside a Câmara dos Representantes, estão perto de fechar um acordo sobre a questão do déficit orçamentário.

Se esse suposto acordo fracassar ou não existir, uma das alternativas para a solução do problema da dívida seria a proposta do senador McConnell, que daria poder a Obama para elevar o teto da dívida em até US$ 2,5 trilhões e criaria um comitê no Congresso norte-americano com o objetivo de traçar um plano de redução do déficit fiscal que, após ser finalizado, deverá passar pela Cãmara e pelo Senado sem ser modificado.

Caso signatários da carta mantenham suas posições, o Partido Republicano não terá o apoio de aproximadamente um terço de seus congressistas para a proposta de McConnell. O autor da carta, deputado Joe Walsh, disse que o plano do senador faz muito pouco pela redução do déficit orçamentário. "Não achamos que é um plano. Não temos interesse em elevar o limite de endividamento a não ser que haja uma reforma estrutural verdadeira" nos gastos federais.

Os Estados Unidos têm um limite para a dívida de US$ 14,3 trilhões. Com as contas já no teto do endividamento, os americanos não têm mais dinheiro a partir do dia 2 de agosto. Para piorar, a discussão sobre o problema tornou-se uma guerra política entre republicanos e democratas, cujo único objetivo é a eleição presidencial de 2012.  As informações são da Dow Jones.

 

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