Resgate da Grécia vai falhar se não houver reforma, diz FMI

Para Fundo, sem reformas adicionais, Atenas não conseguirá reduzir o déficit muito abaixo de 10%

Reuters,

18 de maio de 2011 | 07h23

O plano da Grécia para reduzir seu déficit orçamentário não será cumprido a não ser que o governo aumente os esforços fiscais e estruturais, disse o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país nesta quarta-feira.

A Grécia luta para cumprir metas estabelecidas pelo resgate de 110 bilhões de euros concedida pela União Europeia e o FMI no ano passado, com os esforços prejudicados por uma profunda recessão, uma arrecadação fraca do governo e tensões dentro do partido de situação.

O país cortou o déficit para 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 - mais de dois pontos percentuais acima da meta inicial - e precisa reduzi-lo para 7,6% neste ano para ficar de acordo com as imposições da ajuda externa.

Poul Thomsen disse que, sem reformas adicionais, Atenas não conseguirá reduzir o déficit muito abaixo de 10%.

"O programa não continuará encaminhado sem uma revigoração determinada das reformas estruturais nos próximos meses", disse Thomsen a uma conferência econômica em Atenas.

"A menos que nós vejamos essa revigoração, eu acho que o programa perderá seu rumo."

Nos primeiros comentários públicos depois que autoridades da UE e do FMI iniciaram uma visita de inspeção na Grécia semana passada, Thomsen disse que não ficou claro se a Grécia conseguirá retornar aos mercados de bônus no ano que vem, como planejado.

(Reportagem de George Georgiopoulos e Harry Papachristou)

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