Resultado da InBev decepciona com queda de vendas no Brasil

A cervejaria belga InBev, segundamaior do mundo em volume, divulgou balanço trimestral com lucroabaixo do esperado, impactada por queda de vendas no Brasil ealta nos custos com commodities. A empresa, porém, previu umsegundo trimestre melhor que o anterior. As ações da InBev despencavam 5 por cento às 9h10 (horáriode Brasília).A fabricante das cervejas Stella Artois, Beck's e Brahma,informou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos,depreciação e amortização) foi de 982 milhões de euros (1,52bilhão de dólares), contra 962 milhões de euros um ano antes,um aumento de 0,7 por cento. A previsão de oito analistas consultados pela Reuters erade 1,06 bilhão de euros. As vendas em volume no mundo caíram 0,4 por cento apesar dareceita ter aumentado 4,8 por cento, para 3,2 bilhões de euros.Analistas previam faturamento de 3,23 bilhões de euros. "Obviamente não estamos orgulhosos com os resultados doprimeiro trimestre", afirmou o vice-presidente financeiro,Filipe Dutra, durante conferência. "Sabíamos que o primeiro semestre e especialmente oprimeiro trimestre seriam difíceis... mas o volume foi pior queo esperado principalmente por conta dos números da indústria noBrasil." No Brasil, as vendas em volume caíram devido à inflação de11 por cento nos alimentos clima mais frio e chuvoso, informoua InBev. No leste europeu, outro mercado chave para o crescimento noano passado, o volume cedeu 5,7 por cento, principalmente porconta do fornecedores russos, que preferiram estocar antes doaumento de preços em janeiro. A empresa, que descreveu 2008 como mais desafiador que osúltimos três anos, afirmou que deve enfrentar condiçõesparecidas no segundo trimestre, mas que o crescimento de suasmargens Ebitda deve ser retomado no segundo semestre. A empresa está confiante de que o mercado brasileirovoltará a crescer no resto do ano. Damien Caucheteux, analista da Petercam, informou que afraqueza no setor de consumo do Brasil por causa da inflaçãodos alimentos, mencionada pela InBev, e custos maiores deinsumos são causa de preocupação. "Eles estavam muito otimistas comparado com seus rivais nosetor. Agora eles dizem que os custos serão 5 a 6 por centomaiores. O plano de economia deles já está maduro. Está ficandomais difícil encontrar novas economias", afirmou o analista.

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