Retração do crédito na zona do euro dá sinais de que chegou ao fim em outubro

Base monetária teve a maior alta mensal em outubro em quatro anos, depois de recuar em setembro

Sergio Caldas, da Agência Estado ,

28 de novembro de 2012 | 09h21

LONDRES - A retração na oferta de crédito da zona do euro deu sinais de ter chegado ao fim em outubro, segundo os últimos dados do Banco Central Europeu (BCE), que mostraram a maior expansão em vários anos de importantes agregados monetários.

A base monetária conhecida como M3 teve alta mensal de 1,2% em outubro, após recuar 0,3% em setembro, crescendo no seu maior ritmo em quatro anos.

Na comparação anual, a M3 avançou 3,9% em outubro, após registrar ganho de 2,6% em setembro. Na média dos três meses até outubro, o aumento foi de 3,1%. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam que a M3 subisse 2,8% tanto em relação a um ano antes quanto na média trimestral.

A média em três meses, no entanto, continua abaixo da referência do BCE, de crescimento de 4,5%, que a instituição considera ser consistente com seu mandato de garantir a estabilidade dos preços e buscar uma taxa de inflação ligeiramente abaixo de 2% no médio prazo.

Os empréstimos do setor privado, por outro lado, mantiveram-se fracos, com queda anual de 0,7% em outubro, após recuo de 0,9% em setembro.

O volume de empréstimos para famílias cresceu em 4 bilhões de euros (US$ 5,2 bilhões) em outubro, depois da estabilidade do mês anterior. Já os empréstimos para empresas financeiras tiveram queda de 8 bilhões de euros, após recuarem 24 bilhões de euros em setembro. As informações são da Dow Jones.

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