Reunião de Lobão com executivo da Chevron foi tensa, diz fonte

Presidente da petroleira teria feito reclamações sobre a ANP e sobre o fato de só ter ficado sabendo da suspensação da autorização para novas perfurações por meio imprensa

Karla Mendes, da Agência Estado,

24 de novembro de 2011 | 20h00

O encontro entre o presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não foi tão amigável assim. Uma fonte revelou à Agência Estado que o executivo da Chevron iniciou o encontro com o ministro apresentando queixas contra a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Moshiri queixou-se, por exemplo, das acusações do órgão regulador de que a Chevron omitiu informações ao enviar imagens editadas do acidente. Também reclamou que a empresa só soube da suspensão da autorização para novas perfurações por meio imprensa, antes de ser notificada oficialmente.

"A manchete da CNN foi: Chevron não pode mais operar no Brasil. Uma empresa do nosso porte não pode ser tratada dessa forma", teria dito Moshiri ao ministro. O executivo teria reclamado ainda das acusações da Polícia Federal de que a companhia tinha empregados no País sem visto de permanência.

Só depois que Lobão disse que o ministério não interferiria nas decisões da ANP e que Moshiri estava deixando de lado o problema principal, ou seja, o vazamento, é que o executivo da Chevron "baixou a bola", segundo a fonte. "O senhor tem todo o direito de se defender. Ao final do processo, vamos verificar as informações que são verdadeiras ou não. Mas temos que dar uma resposta à opinião pública", teria advertido Lobão.

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