Rio diz que metade de minas de ferro da China pode ter fechado

Cerca de metade das minas de minério de ferro da China podem ter fechado desde que os preços da commodity caíram, abrindo porta para que outros produtores de custo mais baixo forneçam o produto ao país, afirmou um executivo da mineradora global Rio Tinto, nesta segunda-feira.

JOSE, REUTERS

18 de maio de 2009 | 09h54

"Acreditamos que talvez até metade das minas domésticas de minério de ferro estão atualmente fechadas", disse Anthony Loo, diretor da Rio Tinto para a China, durante uma conferência de economia em Hong Kon.

"Importações, de produtores de custo mais baixo ao redor do mundo, substituíram a produção doméstica", afirmou ele.

O aumento das importações de minério de ferro da China ajudou mineradoras como a Rio Tinto, que costumam competir pesadamente com produtores domésticos.

Muitas minas de minério de ferro cresceram na China quando os preços da commodity subiram. Mas o declínio dos preços pressionou produtores domésticos de menor porte.

A Rio, segunda maior mineradora do mundo, está lutando para conseguir que acionistas e reguladores australianos aprovem um controverso acordo de 19,5 bilhões de dólares com a gigante estatal chinesa Chinalco. A parceria foi fechada para ajudar a mineradora a lidar com uma dívida de quase 40 bilhões de dólares. Loo não comentou sobre o acordo com a Chinalco.

Siderúrgicas chinesas têm pressionado por um corte de preço de 40 por cento nas negociações deste ano com as principais mineradoras globais, já que as usinas do país não podem bancar preços maiores por conta da fraqueza dos lucros.

A China importou um recorde de 57 milhões de toneladas de minério de ferro em abril, volume 9 por cento superior em relação ao mês anterior e 33 por cento maior em relação ao mesmo período do ano passado.

As importações recordes serão consideradas por ambos os lados nas negociações anuais de preço de referência entre a maior siderúrgica chinesa, a Baosteel, e as principais mineradoras, BHP Billiton, Rio Tinto e Vale.

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