Rio Tinto planeja irrigação agrícola na Austrália

A Rio Tinto planeja um dos projetos de irrigação agrícola de maior potencial da Austrália. A companhia pretende usar a água residual da expansão da mina de Marandoo para cultivar safras que fornecerão forragem para alimentar seu rebanho de 30 mil bovinos na região de Pilbara.

GABRIELA MELLO, Agencia Estado

19 de outubro de 2011 | 11h28

A mineradora anglo-australiana também avalia outros potenciais setores, incluindo o de água potável engarrafada, tendo em vista as escavações abaixo do lençol freático em outras de suas minas, num momento em que a empresa busca expandir as exportações de minério de ferro para Ásia.

"A Rio Tinto está explorando um número de diferentes opções de desenvolvimento para a água residual, incluindo empresas fruto de parcerias domésticas no engarrafamento comercial de água potável", informou o porta-voz da mineradora. Contudo, o foco no curto prazo é o Projeto Agrícola Hamersley, que deve começar em meados de 2012, após a aprovação nesta semana pela Autoridade de Proteção Ambiental.

A proposta prevê instalar sistemas de irrigação em escala industrial em uma área de 1.650 hectares na estação de Hamersley, da Rio Tinto, para produzir alimento para seu rebanho que ocupa mais de 1,5 milhão de hectares de terras. O esquema produzirá feno suficiente para nutrir os animais o ano todo, com um "substancial excedente" que pode ser vendido para outros criadores em Pilbara, de acordo com a mineradora.

A Rio Tinto atualmente tem cinco áreas de criação. A estação de Hamersley foi escolhida para o projeto de irrigação devido à sua proximidade da mina de Marandoo, que passa por uma expansão de US$ 933 milhões. Tal ampliação deve produzir até 100 milhões de litros de água por dia por pelo menos 25 anos.

Junto com a rival BHP Billiton, a Rio Tinto está investindo bilhões de dólares na expansão da capacidade das minas na região de Pilbara, que responde por quase 40% do comércio transoceânico de minério de ferro. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.