Risco de superaquecimento continua na América do Sul, diz FMI

Segundo o diretor para o Hemisfério Ocidental do fundo, não parece haver um aperto de liquide nos países latinos

Renan Carreira, da Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 18h17

O diretor para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Nicolás Eyzaguirre, disse nesta sexta-feira, 23, que em algumas partes da América Latina permanece o risco de um superaquecimento econômico, especificamente na América do Sul.

Apesar da recente desvalorização das moedas na América Latina, ele disse que é improvável que haja uma saída sustentada de capital dos maiores países latino-americanos. Eyzaguirre afirmou que as subsidiárias latino-americanas de bancos da Espanha estão em boas condições e que não há razão para acreditar que elas vão ser um canal de contágio. Não parece haver um aperto de liquidez na América Latina, acrescentou.

A economia dos países da América Latina está desacelerando, embora o crescimento deles seja ainda bem mais vigoroso do que nos mercados desenvolvidos. Ele afirmou que a previsão de crescimento para a região é ligeiramente menor do que há seis meses. O FMI prevê que a América Latina e a região do Caribe vão crescer 4,5% este ano e 4% em 2012, número em torno de 0,25% menor do que seis meses atrás. As informações são da Dow Jones.

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