Rolls-Royce sugere flexibilizar regras de conteúdo local

O presidente da Rolls-Royce para a América do Sul, Francisco Itzaina, acredita que alguns pontos das regras de conteúdo local para equipamentos do setor de petróleo e gás vão ter que ser flexibilizados, pois o governo está encontrando algumas barreiras na implementação dessa política.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

24 de julho de 2012 | 15h53

"Alguns aspectos precisam ser flexibilizados. Mesmo com a maior boa vontade do mundo, há barreiras", disse, em evento para apresentar o projeto da fábrica da Rolls-Royce em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Uma das possibilidades em estudo pelo governo é a redução de exigência de conteúdo local de alguns produtos que tenham uma parte de seus componentes exportada. A parte exportada abriria espaço para que outro item do mesmo produto pudesse ser importado sem comprometer a meta final de conteúdo nacional.

Itzaina é defensor de uma proposta de sistema de créditos que funcionaria como uma compensação para empresas que exportassem produtos fabricados no Brasil. A proposta foi discutida por anos no setor, mas há alguns meses o governo entendeu que os créditos poderiam abrir espaço para que participantes burlassem as regras.

As compensações continuam em estudo, segundo Itzaina. No entanto, sua possível aplicação seria implementada individualmente com cada empresa. Outra dificuldade apresentada por empresas que tentam elevar a produção nacional está em custos mais elevados no início da produção. "Há uma curva de aprendizado", lembra Itzaina.

A Rolls-Royce venceu concorrência para fornecer 32 turbogeradores para os oito navios replicantes que serão instalados nos campos de Lula e Guará, no pré-sal de Santos. Os equipamentos passarão a ser montados na fábrica de Santa Cruz, quando esta for concluída em 2013. A Rolls-Royce também tem interesse em fornecer propulsores e equipamentos para as 33 sondas do pré-sal que serão fabricadas no Brasil.

As contratações dos fornecedores estão atrasadas, pois ainda faltam os contratos entre a Sete Brasil e estaleiros, devido à falta de garantia de parte dos estaleiros de que os prazos prometidos serão cumpridos.

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