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Marcos Arcoverde/Estadão
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Royalties da mineração devem crescer 30% e atingir R$ 9 bilhões este ano

Previsão do Ibram se baseia na perspectiva de que a demanda global por minerais, especialmente minério de ferro, deve se manter em alta

Bruno Villas Bôas, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2021 | 08h00

RIO - A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), uma espécie de royalty pago pelas mineradoras, pode alcançar R$ 9 bilhões neste ano. Trata-se de um recorde, 30% acima do ano passado (R$ 6 bilhões), atualmente o maior registrado pelo setor mineral.

A estimativa foi apresentada na quarta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com base no desempenho da arrecadação deste ano até aqui. Dados divulgados pelo Ibram mostram que o setor já arrecadou R$ 4,48 bilhões de janeiro a junho deste ano, 111,7% a mais do que no mesmo período do ano passado.

"Nossa expectativa é que a arrecadação no mínimo dobre, ou próximo disso. A demanda por minerais continua forte, sobretudo de minério de ferro. O cenário de demanda, claro, precisa se manter nesse patamar, o câmbio também", disse Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Brumer afirmou que não seria surpresa se o faturamento do setor fechasse o ano em R$ 300 bilhões, o dobro do registrado neste primeiro semestre (R$ 150 bilhões). Segundo ele, não existe previsão de oferta adicional de minério de ferro no mundo este ano, o que deve manter o preço da commodity na faixa de US$ 200 a US$ 220 até o fim do ano.

"A China tem perspectiva de crescimento de 8,5% (do PIB em 2021). É o grande consumidor das matérias-primas. A China produz mais de 1 bilhão de toneladas de aço", disse Brumer. "É natural imaginar que, para os anos seguintes, haja certa estabilidade nos preços. Não dá para crescer para sempre."

Sobre a crise hídrica, ele afirmou que o setor acompanha e se preocupa com a economia de energia e água. As mineradoras têm investido na geração própria de energia de fontes alternativas, como solar e eólica. O Ibram não prevê, contudo, que a crise hídrica impacte na produção do setor em 2021.

"Como cidadãos e gestores de empresas estamos sempre preocupados com a questão da energia e torcemos para que a crise não crie problemas, como ocorreu no passado", disse ele.

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