Russa TNK-BP poderá assumir controle de áreas da HRT no futuro

O acordo de 1 bilhão de dólares que a petroleira brasileira HRT Participações e a anglo-russa TNK-BP divulgaram nesta segunda-feira prevê que a companhia estrangeira poderá assumir o controle do negócio no futuro.

SABRINA LORENZI E MARCELO TEIXEIRA, REUTERS

31 de outubro de 2011 | 13h23

Em sua estreia no Brasil, a TNK-BP adquiriu 45 por cento de 21 blocos de exploração de petróleo e gás na bacia do Solimões, na Amazônia, transferidos pela HRT.

Após 30 meses da aprovação do negócio pelo órgão regulador brasileiro, a TNK-BP poderá ter direito à operação dos blocos, se optar por adquirir mais 10 por cento do projeto, informou a companhia brasileira.

A HRT pretende manter o controle do projeto até a conclusão da fase exploratória dos blocos. A empresa russa assumiria a operação durante as etapas seguintes, de desenvolvimento e produção dos campos.

Mas a empresa brasileira admite que poderá deixar de ser operadora antes de concluir a etapa de exploração de todos os blocos, se não conseguir concluir toda a exploração da área de 48,5 mil quilômetros quadrados no prazo de 30 meses após a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

APETITE DOS RUSSOS

O acordo é o maior investimento estrangeiro já feito pela terceira maior empresa de petróleo da Rússia, uma joint venture entre a britânica BP e um quarteto de bilionáios russos.

De acordo com comunicado da empresa brasileira, o pagamento de 1 bilhão de dólares pelos 45 por cento do projeto na Amazônia será feito ao longo de dois anos.

Segundo a HRT, o acordo inclui a possibilidade de pagamentos adicionais por parte da TNK-BP que podem atingir 5 bilhões de dólares em um período de 10 anos.

Esses pagamentos serão feitos a uma relação de 0,73 dólar por barril no volume que exceder 500 milhões de barris na área de exploração no Solimões.

"O projeto nos dará acesso a significativas novas reservas num dos mercados que mais crescem no mundo", disse o presidente da TNK-BP, Mikhail Fridman, em comunicado.

"A empresa acredita em uma longa e bem-sucedida parceria com a HRT, assim como por novas oportunidades para expandir nossa presença na região", acrescentou.

Os blocos que baseiam a negociação contêm pelo menos 11 acumulações de hidrocarbonetos, que foram avaliadas pela certificadora DeGolyer and MacNaughton em 783 milhões de barris de óleo equivalente em recursos prospectivos e contingentes.

Investidores aguardavam há semanas uma definição sobre o negócio. Comentários sobre um possível cancelamento do acordo chegaram a provocar fortes quedas nas ações da HRT na Bovespa anteriormente, mas a companhia disse na ocasião que as negociações continuavam de pé e que a assinatura do contrato ocorreria em breve.

As ações HRT operavam em alta nesta segunda-feira, em dia de perdas na Bovespa. Por volta das 12h30, a ação da empresa ganhava 1,8 por cento, enquanto o índice principal da bolsa perdia 1,8 por cento.

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