Saab pede concordata, após GM se opor a investimento

Ex-proprietária da montadora sueca se opôs a um investimento de parceiros chineses

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 10h22

Trabalhadores deixam fábrica da Saab (Foto: Bjorn Larsson Rosvall/AP)

TROLLHÄTTAN-VÄNERSBORG - A Saab Automobile pediu concordata, nove meses após suspender a produção devido à falta de fundos, e depois que a General Motors, ex-proprietária da montadora sueca, se opôs a um investimento de parceiros chineses.

A recusa da GM para aprovar o plano de resgate com a Zhejiang Youngman Lotus Automobile forçou a Saab a entrar com o pedido de concordata, afirmou a companhia sueca.

"Depois de ter recebido a posição recente da GM sobre a transação contemplada com a Saab Automobile, a Youngman disse à companhia que o financiamento para continuar e completar a reorganização da montadora não pôde ser concluído", disse a empresa sueca em comunicado.

"O conselho da Saab Automobile decidiu subsequentemente que a companhia sem mais fundos será insolvente e que o pedido de concordata é no melhor interesse de seus credores", acrescentou.

A GM afirmou no fim de semana que não poderia aprovar quaisquer novas estruturas de controle da Saab propostas recentemente. Nenhuma das ofertas foi significativamente diferente das que já tinham sido rejeitadas pela GM, com o argumento de que isso prejudicaria a competitividade da montadora, segundo a companhia norte-americana. Os modelos existentes da Saab, são baseados em tecnologia licenciada da GM, que é um player importante no mercado de automóveis chinês.

A Saab Auto estava operando sob proteção dos credores desde setembro, enquanto tentava reestruturar suas operações e assegurar recursos de novos investidores. A produção foi suspensa em abril devido à falta de fundo para pagar os fornecedores e empregados. As informações são da Dow Jones.

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