Sabesp conclui 100% de saneamento em SP após 2020

O plano de atingir uma cobertura de 100% do Estado de São Paulo com redes de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto até 2020 deverá deixar brechas para serem completadas nos anos seguintes, de acordo com estimativa do superintendente de Novos Negócios da Sabesp, Silvio Leifert. O representante da concessionária de saneamento explicou que a maior dificuldade da empresa está em expandir a rede em regiões com ocupação irregular dos terrenos, como favelas.

CIRCE BONATELLI, Agencia Estado

11 de abril de 2013 | 17h56

"O uso e a ocupação do solo é uma responsabilidade do município", afirmou, referindo-se à parceria com a Prefeitura de São Paulo para remoção de famílias em áreas próximas de rios e córregos. Segundo Leifert, se os planos da prefeitura para remoção forem efetivos, a rede de saneamento poderá ficar completa por volta de 2024. "A partir de 2020, só esses locais é que estariam sem cobertura", afirmou nesta quinta-feira, em evento sobre infraestrutura e saneamento, com empresários do setor.

Leifert informou que outras duas regiões no Estado também representam um desafio para a concessionária - a Bacia do Rio Paraíba do Sul, na divisa com o Rio de Janeiro, e o litoral paulista, onde a presença da população varia muito em função do movimento turístico. O superintende ponderou que, apesar das dificuldades, essas regiões também devem chegar ao fim da década com os serviços de saneamento universalizados.

A Sabesp planeja investir R$ 9,9 bilhões entre 2013 e 2016. Questionado sobre o processo de revisão tarifária da empresa, Leifert preferiu não fazer comentários. A agência reguladora do setor propôs um reajuste de cerca de 2% para as tarifas, inferior aos 13% reivindicados pela concessionária. No processo de revisão, a Sabesp afirmou que um reajuste abaixo do pedido comprometeria o plano de investimentos.

São Lourenço

Leifert detalhou que a publicação do vencedor do edital para a Parceria Público-Privada (PPP) para coleta de água na Bacia do Rio São Lourenço deve ocorrer na semana do dia 22 de maio. A partir daí, o consórcio vencedor tem de 180 a 240 dias para formar uma sociedade de propósito específico (SPE) responsável pelo empreendimento e início das obras.

A PPP exigirá investimentos de R$ 1,7 bilhão e tem previsão de gerar receitas de R$ 6 bilhões para o consórcio vencedor ao longo de um contrato de 25 anos.

Dois consórcios apresentaram a documentação para participar do projeto, que será desenvolvido em conjunto com a Sabesp. O primeiro é formado pelas empresas Carioca Christiani-Nielsen Engenharia e o grupo Águas do Brasil, e o segundo por Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

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