Saída da Dasa do Novo Mercado gera incertezas

A saída da Dasa do Novo Mercado, segmento de melhores práticas de governança corporativa da BM&FBovespa, poderá ser um passo nada transparente para facilitar o fechamento de capital da companhia, segundo fontes de mercado ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

FERNANDA GUIMARÃES E DAYANNE SOUSA, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 03h00

Desde que o controlador da companhia, Edson Bueno, ex-dono da Amil, assumiu o controle da Dasa, dona de cerca 30 redes de laboratórios, como Delboni Auriemo e Lavosier, há rumores de que sua intenção era tirar a companhia da Bolsa.

Com a saída do Novo Mercado, a liquidez das ações poderá ficar ainda mais reduzida, o que, na teoria, poderia facilitar o fechamento de capital. No entanto, os fundos Oppenheimer e Petros não têm mostrado disposição em se desfazerem de seus papéis. A Petros possui 10% da Dasa, enquanto a Oppenheimer tem 10,10%, segundo informações do site da BM&FBovespa.

A saída da empresa do Novo Mercado cria uma expectativa de piora da governança da companhia, segundo analistas.

Na semana passada, os minoritários brigaram, antes da realização da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que discutiu a saída da companhia do Novo Mercado. Os minoritários queriam que os controladores ficassem de fora da votação. No entanto, como esse aspecto não está especificado entre as regras do Novo Mercado, os controladores votaram pela saída da empresa do segmento de governança. Existe a possibilidade de que o processo vá para a Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBovespa.

Para Caio Moreira, analista do Banco Fator, a saída da Dasa do mercado não é um sinal positivo para o Fleury. “Com a saída deles da Bolsa, o Fleury perderia a força de comparação com um competidor importante.”

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