Saldo da Petrobras fica negativo em US$775 milhões no 1º tri

Maior importação de diesel, crescimento da economia e paradas na refinaria de Paulínia estão entre as causas

AE e Reuters,

25 de abril de 2008 | 10h38

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou nesta sexta-feira, 25, que o saldo da balança comercial da empresa, que mede a diferença entre as exportações e importações de produtos líquidos da estatal, ficou negativo em US$ 775 milhões no primeiro trimestre.  Veja também: Diretor da Petrobras não fala sobre possível aumento de combustíveisPetrobras será 'agressiva' em aquisições, diz ZeladaA exploração de petróleo no BrasilA maior jazida de petróleo do PaísOpep vai aumentar produção em 5 mi de barris diários até 2012Segundo ele, a situação poderá ser revertida até o final do ano, pois há a previsão da entrada em operação de plataformas que vão aumentar a produção de petróleo no Brasil. Os números oficiais da empresa, porém, indicam a previsão de fechamento do ano com déficit de US$ 475 milhões."A expectativa é chegar no final de 2008 com valores positivos. Já no final do segundo trimestre, deve reverter e ficar positivo", avaliou Costa em entrevista a jornalistas. De acordo com o executivo, o saldo neste ano deverá se aproximar do registrado em 2007, de US$ 72 milhões, referente a um superávit de 27,05 mil barris diários. O diretor rebateu informações de que o saldo no trimestre teria sido ainda mais negativo. Ele explicou que o déficit se deveu principalmente à maior importação de diesel impulsionada pela atividade agrícola e pelo crescimento da economia brasileira de maneira geral. No primeiro trimestre, também houve paradas para manutenção na refinaria de Paulínia, em Campinas, que refinou apenas metade da sua capacidade de 360 mil barris diários.  Ele destacou que a empresa hoje já exporta para a Ásia, África, América do Sul, América Central e até para o Oriente Médio - que produz e exporta petróleo, mas não possui refinarias para processar o óleo e abastecer seu mercado interno, como é o caso do Irã. "Até 2010, a Petrobras deverá entrar no mercado americano, maior consumidor do mundo e que não importa a gasolina brasileira hoje por conta dessa quantidade elevada de enxofre, que tende a diminuir", afirmou.  (Com Denise Luna, da Reuters, e Kelly Lima, da Agência Estado)

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