Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Santander compra ativos do banco português Banif

Banif será dividido em um banco 'bom' e outro 'ruim' e os ativos do primeiro serão vendidos ao gigante espanhol por US$ 163 milhões

O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2015 | 11h11

LISBOA - O Banco Central de Portugal informou que o Banco Internacional do Funchal (Banif), que é majoritariamente propriedade do Estado português, será dividido em um banco "bom" e outro "ruim". Os ativos bons da instituição serão vendidos ao banco espanhol Santander, por 150 milhões de euros (US$ 163 milhões). O anúncio foi feito no fim deste domingo.

A resolução para o banco protegerá todos os correntistas, mas não os acionistas nem os credores subordinados, no segundo caso do tipo em pouco mais de um ano no país. O Banco Espírito Santo, um dos maiores de Portugal, passou por processo similar em 2014, após registrar fortes prejuízos. Nos dois casos, as soluções foram custosas para os contribuintes. A resolução para o Banco Internacional do Funchal incluirá uma injeção de fundos estatal de 2,26 bilhões de euros.

No fim do domingo, o novo primeiro-ministro português, António Costa, criticou o governo anterior por não resolver anteriormente o assunto e levantou dúvidas sobre a supervisão bancária.

Pela resolução, o Santander ficará com a maior parte dos ativos do Banif, incluindo os depósitos e empréstimos. O Estado injetará 2,26 bilhões de euros para cobrir contingências futuras. O Banif, por sua vez, manterá seus ativos hipotecários, que serão posteriormente liquidados.

O Banif é o oitavo maior banco comercial português, em valor de ativos, e tem presença forte nos Açores e na Madeira. Os depósitos do banco totalizam 3,6 bilhões de euros.

Nesta segunda-feira, o órgão da União Europeia que avalia a competição entre as empresas já aprovou a decisão do governo português de conceder ajuda de até 3 bilhões de euros ao Banif. O governo de Lisboa enviará 2,25 bilhões de euros para ajudar a cobrir a redução nos ativos ruins do banco, bem como 422 milhões de euros para cobrir a transferência dos ativos com problemas para o banco ruim. Para a Comissão Europeia, as medidas estavam em linha com as regras do bloco para ajuda estatal. 

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