Santander corta despesas e reduz quadro de pessoal

SÃO PAULO - As despesas gerais, administrativas e de pessoal do Santander caíram de 5,8% no trimestre, em relação ao ano passado.

Aline Bronzati, da Agência Estado,

25 de abril de 2013 | 10h09

O resultado foi possível, conforme relatório que acompanha as demonstrações contábeis do Santander, graças ao "maior controle" de gastos e do esforço da instituição para ser mais eficiente operacionalmente e alcançar maior produtividade comercial.

Com pessoal, as despesas do Santander cresceram 5% no primeiro trimestre em comparação ao resultado há um ano. Já na comparação trimestral, houve queda de 6,3%.

O banco encerrou o primeiro trimestre com 53,4 funcionários, com uma redução de 1,5 mil colaboradores ante ano. Na comparação trimestral, a instituição espanhola eliminou 508 postos no Brasil. 

"A queda no trimestre pode ser explicada pela redução nos gastos com propaganda, promoção e publicidade, serviços técnicos especializados e de terceiros e processamento de dados, que juntos responderam por aproximadamente 80% da redução das despesas administrativas, no trimestre", justifica o Santander.

As despesas de depreciação e amortização, que refletem os investimentos realizados na expansão dos negócios, totalizaram R$ 455 milhões no primeiro trimestre de 2013, aumento de 14,7% em doze meses e de 3,0% no trimestre.

O índice de eficiência do banco espanhol atingiu 44,3% no primeiro trimestre de 2013, com melhora de 2,4 pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior. Quando excluídas depreciação e amortização, as despesas gerais do banco somaram R$ 3,436 bilhões, queda de 0,9% em relação ao último trimestre de 2012 e de 6,9% em 12 meses.

Provisões

O saldo das provisões para crédito de liquidação duvidosa (PDDs) do banco Santander totalizou R$ 15,317 bilhões em março de 2013, crescimento de 27,9% em doze meses e de 5,0% na comparação trimestral. A despesa líquida com PDDs somou R$ 3,371 bilhões, alta de 9,1% e 8,9%, respectivamente.

As operações de crédito renegociadas totalizaram R$ 11,139 bilhões em março de 2013, mostrando um crescimento de 27,2% frente aos R$ 8,757 bilhões do mesmo período de 2012.

Nestas operações estão incluídos os contratos de crédito que foram prorrogados e/ou modificados para permitir o seu recebimento em condições acordadas com os clientes, inclusive as renegociações de operações baixadas a prejuízo no passado. No trimestre, o aumento nas renegociações foi de 1,3%. Em março de 2013, 50,4% das renegociações estavam cobertas por provisões frente aos 48,2% em março de 2012. "Estes níveis são considerados adequados às características destas operações", garante o banco.

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