Santander lucra R$ 1,8 bilhões no 3º trimestre

Lucro representa uma queda de 6,8% sobre o resultado de R$ 1,935 bilhão do mesmo período de 2010

Altamiro Silva Junior, Clarissa Mangueira e Luana Pavani, da Agência Estado,

27 de outubro de 2011 | 08h19

O Banco Santander anuncia lucro líquido de R$ 1,802 bilhão no terceiro trimestre de 2011, seguindo o padrão contábil internacional, o IFRS, o que representa uma queda de 6,8% sobre o resultado de R$ 1,935 bilhão do mesmo período de 2010, e retração de 13,5% ante o segundo trimestre deste ano.

Os ativos totais somam R$ 414,983 bilhões em setembro, um avanço de 16% ante igual mês de 2010, quando era de R$ 357,631 bilhões, e crescimento de 2% sobre o segundo trimestre de 2011 - de R$ 406,870 bilhões.

O banco fechou o terceiro trimestre com patrimônio líquido final de R$ 76,992 bilhões, alta de 5,4% ante os R$ 73,079 bilhões do final de setembro do ano passado. Esse valor inclui participação dos acionistas minoritários e ajuste de valor ao mercado. Na comparação com o segundo trimestre, o avanço foi de 2,3% nesse indicador.

As taxas de inadimplência do Santander ficaram estáveis no terceiro trimestre ante o período anterior. O indicador total para atrasos acima de 90 dias, fechou setembro em 4,3%. Na comparação com o mesmo mês de 2010, a inadimplência teve pequena alta, pois naquele período estava em 4,2%, considerando os números no padrão contábil brasileiro.

Considerando somente a carteira de pessoa física, houve aumento da inadimplência no terceiro trimestre ante o anterior. A taxa estava em 6,5% no final de setembro, ante 6,4% em junho.

No padrão contábil internacional IFRS, a inadimplência total ficou estável, em 6,7%. Na pessoa física, houve aumento de 8,6% para 8,9%. Na jurídica, caiu de 4,9% para 4,7%. O banco destaca que esse padrão é mais conservador, por isso, as taxas são mais altas que no padrão brasileiro.

As despesas com provisões para devedores duvidosos cresceram 17% no terceiro trimestre ante o segundo período de 2011, para R$ 3,1 bilhões. No demonstrativo de resultado, o banco atribuiu esse aumento ao crescimento da carteira de crédito e ao aumento das provisões para devedores.

O índice de Basileia, que mede a capitalização do banco e sua capacidade de emprestar, caiu 3,8 pontos porcentuais em 12 meses, baixando de 22,8% para 19,1%.

Espanha

O Santander, maior banco em valor de mercado da zona do euro, reportou uma alta de 10% do lucro no terceiro trimestre, para € 1,80 bilhão, de € 1,64 bilhão no mesmo período do ano passado. Os analistas tinham previsto um lucro de € 1,85 bilhão. "O terceiro trimestre foi marcado por ambiente econômico e financeiro desafiador", afirmou o banco em sua apresentação de resultados. Às 8h10 (de Brasília), ações do banco subiam 3,49%.

Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido do Santander caiu 13%, para € 5,3 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. A unidade brasileira de banco de varejo teve o melhor desempenho entre as divisões do grupo nos primeiros noves meses do ano, em termos de contribuição para o lucro, representando 25% do lucro total do banco, seguida pelas operações no Reino Unido, que contribuíram com 18%. A unidade de banco de varejo espanhola contribuiu com 10% do total do lucro.

O enfraquecimento econômico na Espanha e Portugal reduziu o lucro da divisão continental europeia do Santander em 10% nos primeiros noves meses deste ano.

O executivo-chefe do banco, Alfredo Saenz, afirmou a analistas que espera um lucro líquido em 2011 no mesmo valor ou "um pouco menor" do observado no ano passado.

O lucro líquido com juros aumentou 4% no terceiro trimestre, para € 7,70 bilhões, em linha com as projeções dos analistas.

A taxa de empréstimos vencidos foi de 3,86% do total de empréstimos até o fim de setembro. Na Espanha, taxa de empréstimos vencidos foi de 5,15%.

O portfólio total de empréstimos do Santander cresceu 3% até o fim de setembro, para € 734,3 bilhões. Segundo o banco, a demanda continua fraca nas economias maduras onde opera, com sua carteira de empréstimos recuando 6% na Espanha até o fim de setembro e 13% em Portugal.

Em contraste, a carteira de empréstimos do Santander se expandiu 19% na América Latina durante o mesmo período.

O banco afirmou que não precisará emitir ações ou cortar seu dividendo para cumprir as novas exigências de aumento de capital sob o novo plano da União Europeia. Segundo o Santander, os novos ajustes contábeis de marcação a mercado para a dívida soberana detida pelo banco, baseados nas novas regras estabelecidas pelas autoridades europeias hoje, terão um impacto de € 1,5 bilhão sobre seu capital principal. O Santander afirmou que venderá ativos e adotará outras medidas para levantar até € 6,47 bilhões de acordo com as novas regras de capital.

O Santander disse que tem como meta elevar a taxa de capital principal para 10% até junho de 2012. No fim do terceiro trimestre, sua taxa de capital principal era de 9,42%. As informações são da Dow Jones.

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