Santander: subsidiária no Brasil não capitalizará matriz

O Santander nega que a subsidária brasileira vá enviar recursos para capitalizar a matriz na Espanha. O presidente no Brasil, Marcial Portela, disse que com a crise na Europa, que vem contaminando vários bancos da região, aumentaram os questionamentos sobre o envio de dinheiro gerado no Brasil para Madri.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agencia Estado

27 de outubro de 2011 | 16h20

Segundo ele, pela estrutura mundial do banco, as subsidiárias têm estrutura independente da matriz e é impossível remeter dinheiro a não ser pela forma legal, que é o envio de dividendos ou juros sobre o capital próprio. "O banco na Espanha está bem capitalizado", disse ele.

O Brasil responde sozinho por 25% do resultado mundial do banco espanhol. É o País com maior participação individual. Toda a Europa continental responde por 32% do resultado e o Reino Unido, por 18%. Com as quedas recentes dos ganhos lá fora, por causa da desaceleração das economias europeias e o crescimento das operações aqui, o Brasil tem ganhado peso no resultado global do banco.

Segundo Portela, na época da abertura do capital, em 2009, o banco foi questionado se levaria parte dos R$ 14 bilhões captados com o lançamento de ações para a Espanha. "O capital hoje é um bem escasso, um bem difícil de obter. Por isso, o Santander Brasil tem uma situação privilegiada", disse o executivo à imprensa hoje. O Santander anunciou hoje na Espanha que, no acumulado do ano, seu lucro mundial caiu 13% e ficou em 5,3 bilhões de euros.

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