Epitácio Pessoa/Estadão
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Santander lucra R$ 2,86 bi no 1º trimestre, com alta de 25,4%

Trata-se do maior resultado histórico do banco; Brasil responde por 27% dos ganhos globais da instituição

Aline Bronzati e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2018 | 08h16
Atualizado 25 Abril 2018 | 00h46

O Santander Brasil, que abriu nesta terça-feira, 24, a temporada de divulgação de resultados dos grandes bancos no País, registrou lucro líquido gerencial, que não considera ágio de aquisições passadas, de R$ 2,859 bilhões no primeiro trimestre, o que representa elevação de 25,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do maior resultado histórico do banco.

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O aumento da receita e a ampliação dos empréstimos explicam o aumento do lucro. A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 353,920 bilhões, em alta de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2017. “Ampliamos a oferta de recursos para continuar a avançar em segmentos importantes sem abrir mão da rentabilidade”, avaliou o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, em nota.

Nos últimos dois anos, o espanhol reforçou sua presença no sistema financeiro nacional, tanto no mercado de crédito, cujo market share passou de 7,9% para 9,0%, quanto no de depósitos, que subiu de 7,6% para 10,1%, segundo dados do Banco Central, em fevereiro de cada ano.

Apesar do reforço no crédito, a inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, caiu de 3,2%, em dezembro, para 2,9%, voltando ao patamar do primeiro trimestre de 2017.

Mundo. Com o resultado, o Santander Brasil foi responsável por 27% do lucro global da instituição, reforçando a posição do País como o maior mercado do banco, seguido de Espanha.

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Em teleconferência com a nalistas, o presidente global do Grupo Santander, José Antonio Álvarez, ressaltou que o crédito consignado vem sendo um dos motores do crescimento da instituição no País, ao lado do segmento de cartão de crédito.

Álvarez, evitou falar sobre o impacto das eleições presidenciais nos negócios. “É cedo para fazer uma elaboração, pois ainda não sabemos exatamente quem são os candidatos”, disse. “Mais importante é que a situação econômica melhorou.”

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