Santander vai abrir 84 novas agências até final do ano

No terceiro trimestre, foram abertas 30 pontos, com unidades em São Paulo, no Rio, Brasília e Ceará

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 13h24

O Santander vai abrir 84 novas agências até o final do ano, afirmou há pouco o vice-presidente executivo de Finanças do Santander, Carlos Galán, em teleconferência com a imprensa para apresentar os resultados trimestrais do banco.

No terceiro trimestre, foram abertas 30 pontos, com unidades em São Paulo, no Rio, Brasília e Ceará. No segundo trimestre, foram outros seis pontos de atendimento. A meta para 2010 é abrir 120 unidades.

Na teleconferência, Galán ressaltou que o Santander vem conseguindo crescer com a atração de novos clientes. O banco chegou a 24 milhões de clientes em setembro, expansão de 10% ante o mesmo mês do ano passado. Ao todo, são 10,6 milhões de contas correntes, das quais 331 mil foram abertas este ano.

Na primeira semana de novembro, o Santander fará a mudança das agências do Real. De uma única vez, todas as unidades terão a marca e as cores do banco espanhol. Segundo Galán, o banco está mandando malas diretas para mais de 4,4 milhão de clientes comunicando as mudanças. No último fim de semana, testou os novos sistemas com 100 mil clientes no interior de São Paulo. No momento, ainda há a plataforma da rede Real e a outra da rede Santander, que estão em fase final de integração.

Segundo Galán, o banco está conseguindo manter a estrutura de despesas equilibradas graças à captura de sinergias com a integração do Real. Os ganhos acumulados somaram R$ 1,545 bilhão no terceiro trimestre.

As despesas gerais do banco somaram R$ 3,2 bilhões no período, expansão de 4,8% em 12 meses. Os gastos com pessoal subiram 5,1% e as despesas administrativas cresceram 0,4% na mesma base de comparação. Segundo Galán, foram contratados mais de mil executivos para a área comercial.

Consignado

Entre as linhas de crédito para pessoas físicas, um dos destaques foi a expansão de 40,8% do empréstimo consignado nos últimos 12 meses encerrados em setembro e de 13% ante o segundo trimestre. Segundo Galán, a compra de carteiras de outros bancos menores tem incentivado essas operações. Somente no terceiro trimestre, foram adquiridos R$ 941 milhões. Sem essas aquisições, a expansão trimestral teria sido de 5%. 

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