São Paulo tem menor taxa de vacância da década, com 1,2%

Índice reflete dificuldade de se alugar um imóvel comercial em dez áreas da cidade; preço médio do m² é de R$ 104,50

O Estado de S. Paulo,

31 de maio de 2011 | 14h52

Se procurar imóveis comerciais na Avenida Brigadeiro Faria Lima se tornou tarefa árdua, nos demais polos comerciais da cidade o cenário não é muito melhor. A taxa de vacância de escritórios na capital paulista atingiu 1,2% no primeiro trimestre deste ano.

O índice indica que, a cada cem imóveis comerciais existentes na cidade, apenas 1,2 estavam disponíveis para locação. É a menor taxa verificada nos últimos 10 anos, diz a Colliers.

Segundo especialistas no mercado imobiliário, uma taxa saudável de vacância na cidade deveria variar entre 10% e 12%, o que permitiria que quem procura ache, e quem aluga peça o preço adequado pelo imóvel.

Valores. Com pouca oferta, o preço está em alta. Em São Paulo, o valor médio cobrado pelas dez principais regiões comerciais da cidade é de R$ 104,50.

No primeiro trimestre deste ano, segundo análise da Colliers, das dez regiões de escritórios corporativos classes A e A+ (de alto padrão) analisadas pela consultoria, metade apresentou valores de locação acima dessa média de mercado. São elas: Marginal Pinheiros, Vila Olímpia, Avenida Paulista, Itaim e Faria Lima.

Os valores médios de locação cresceram 7,76% em relação ao trimestre anterior. Nesse período, o IGP-M subiu 2,43%, indicando crescimento real de pouco mais de 5%.

No mundo. "Quando a gente compara esse valor com outras cidades, São Paulo está entre os metros quadrados mais caros do mundo", diz a vice-presidente da Colliers International, Sandra Ralston.

Para ser mais exato, é a sexta cidade mais cara do mundo, com valor de locação de US$ 75,60 (incluindo IPTU e despesas operacionais), à frente de metrópoles como Nova York (US$ 58,30) e Washington (US$ 48,10). "Esse cenário é um reflexo do bom momento econômico vivido pelo País", diz Cyro Neufel Filho, da imobiliária Lopes. "Ao confiar mais na economia, as empresas passam a apostar mais em sua própria expansão, buscando novos espaços."

Ainda para este ano, está prevista a entrega de 350 mil m2, o que representa cerca de 22% do inventário total. Esta nova área aumentará a taxa de vacância na cidade e possibilitará a realocação das empresas em expansão.

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