Sarkozy pede união entre partidos sobre finanças públicas

Segundo o 'WSJ', pedido ocorre em um momento em que republicanos ameaçam impedir os governos de estabelecer planos para equilíbrios orçamentários

Clarissa Mangueira, da Agência Estado ,

26 de julho de 2011 | 15h31

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu unidade entre os partidos sobre as finanças públicas, mas não chegou a estabelecer uma data para que o Congresso vote uma mudança na Constituição, que forçaria os novos governos a elaborarem um cronograma para equilibrar seus déficits, de acordo com uma carta dirigida aos parlamentares.

Segundo o Wall Street Journal, essa é a primeira vez que um presidente da Quinta República francesa escreve uma carta dirigida a todos os parlamentares e ocorre num momento em que o Partido Republicano ameaça bloquear a mudança constitucional, que impediria os governos de estabelecer planos de três anos para equilíbrios orçamentários.

Sarkozy precisará conquistar votos da oposição para alcançar a maioria de 60% necessária para a aprovação da alteração constitucional no Congresso do Senado e na Assembleia Nacional.

"Na França, nos próximos meses, nós precisamos ficar juntos sobre essas questões essenciais, além de nossos interesses partidários", afirmou Sarkozy na carta para todos os parlamentares publicada pelo jornal Le Monde. O Parlamento representará o "papel principal" para assegurar que a França é responsável", acrescentou Sarkozy no documento.

A líder do Partido Socialista, Martine Aubry, repudiou a tentativa de Sarkozy para atrair a oposição. "A França não precisa de novas promessas falsas, mas compromissos reais", disse ela num comunicado, segundo o WSJ. "O presidente é totalmente desqualificado para dar qualquer lição para qualquer pessoa na gestão das finanças públicas", acrescentou.

A França registrou um déficit orçamentário em cada um dos últimos 35 anos. No ano passado, o déficit foi de 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O governo disse que vai reduzir o déficit para 5,7% do PIB neste ano e para 4,6% em 2012. As informações são Dow Jones.

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